Polícia Civil deve pedir prisão de homem que atropelou ex-namorada duas vezes em Aparecida Uma jovem de 26 anos afirma que foi atropelada duas vezes pelo ex-namorado, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. A mulher tinha terminado o relacionamento com Johny Araújo Souza havia cerca de um mês e tinha sido chamada por ele para conversar. Ao entrar no carro, o homem já começou a agredi-la, com socos e puxões do cabelo.
O g1 procurou Johny Araújo Souza, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. "Quando ele soltou meu cabelo, eu consegui sair do carro e fugir. No que eu fugi, eu peguei para cima, ele veio atrás de mim e me atropelou a primeira vez.
Eu caí no asfalto. No que eu caí, ele foi dando ré para passar por cima de mim", relatou a vítima à TV Anhanguera, que, por segurança, não será identificada. Nesse momento, a jovem fugiu correndo, atravessando a rua.
Foi quando aconteceu o segundo atropelamento. Uma câmera de segurança registrou o momento em que a jovem está correndo e, depois, é arremessada pelo veículo (veja acima). Jovem de 26 anos foi atropelada duas vezes pelo ex-namorado, em Aparecida de Goiânia Reprodução/TV Anhanguera O atropelamento aconteceu na madrugada do último sábado (26).
Da decisão da juíza Simone Pedra Reis, no âmbito da concessão de medida protetiva em favor da jovem, consta que a irmã dela relatou à polícia que ela estava em uma distribuidora de bebidas, com amigos, quando o ex ligou para ela e pediu que ela o encontrasse. Quando a jovem entrou no carro, ele seguiu com ela no veículo e, quando estavam no Finsocial, começaram as agressões. À TV Anhanguera, a vítima contou que o namoro entre eles havia durado um ano, período marcado por controle e manipulação do namorado.
"Era uma relação tóxica. No mesmo tempo em que ele estava de boa, ele já não estava, ele surtava. Se eu estava na casa da minha família, eu estava com homem.
Se eu estava em casa, ele falava que eu estava dormindo com outro homem. Se eu falava que eu estava com o meu filho, ele falava que não estava, que eu estava atrás de homem", relatou. A jovem ficou ferida e foi acompanhada da irmã à UPA do Buriti Sereno, sendo depois acompanhada para o Hugol.
Após as agressões, ela disse que espera por justiça. "Eu quero, sim, vê-lo preso. Eu quero que ele pague por tudo.
A dor que eu estou sentindo é uma dor que eu desejo nem para o meu pior inimigo", desabafou.
