O Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, afirmou nesta terça-feira (15) que não teve relacionamento de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que a única ligação entre os dois foi "brevíssima e banal". "E eu gostaria de deixar isso claro até para evitar mal entendidos, ser objetivos, não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro.

O único encontro que eu tive com o seu Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024 a única ligação, intermediada por advogado foi brevíssima e banal", disse Gonet. A fala aconteceu durante sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a validade de um relatório da Polícia Federal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Agora no g1 No momento, os ministros analisam um pedido de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes e pelo ministro Flávio Dino.

A questão prevê a reunião dos processos relacionados ao caso, a redistribuição da relatoria por sorteio e a abertura de prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro indicam proximidade entre o banqueiro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. As informações constam de um relatório da PF tornado público nesta terça-feira (1º), após decisão do ministro André Mendonça.

O documento foi produzido a partir de dados extraídos de um dos celulares de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero. LEIA TAMBÉM: PF aponta proximidade entre Vorcaro e Gonet; ‘Já estou com saudades’, teria dito PGR a banqueiro O procurador-geral se manifestou durante a sessão e agradeceu ao ministro André Mendonça por ter reconhecido que, nas mensagens recuperadas do celular de Vorcaro, que não havia nada que pudesse induzir ilícito contra Gonet.

"Gostaria de fazer uma pontuação aqui que me parte muito importante, tendo em vista a menção ao meu nome e ao cargo de procurador-geral da República também procurador-geral da República só pode ser investigado depois da autorização do órgão próprio do Ministério Público Federal, mas eu fico feliz que o ministro André Mendonça tenha reconhecido que não havia nada do que foi colhido que pudesse induzir a alguma prática de ilícito por parte do procurador-geral da República".

O Procurador-Geral da República Paulo Gonet Victor Piemonte/STF