Santiago Peña, presidente do Paraguai desde 2023 que renunciou ao cargo em 5 de novembro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo/File Photo O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou nesta quinta-feira (5), em publicação no X, que vai se colocar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre sua ligação com o escândalo do banco ueno diante da continuidade do processo de impeachment.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ele disse que pretende colaborar com a Justiça para esclarecer os fatos e defendeu que os responsáveis por possíveis irregularidades respondam por seus crimes. Na carta, o presidente também disse que os clientes do ueno afetados pela crise devem ser ressarcidos idependentemente de seu futuro político. Em pronunciamento, o porta-voz da presidência paraguaia, Guillermo Grance, afirmou que Peña está no Paraguai e deve permancer no país.
Ele desmentiu a informação de que o presidente teria fugido para a Argentina. "Quero reiterar que o presidente da República está no país e vai cumprir seu dever constitucional de se defender. Ele fará isso dentro do prazo e da forma estabelecidos", afirmou a jornalistas.
Leia o tuíte de Peña na íntegra: "Queridos compatriotas, Sei que estamos vivendo momentos de preocupação e incerteza. Quero falar com vocês com clareza e serenidade. Diante da continuidade do processo de impeachment, vou me apresentar e exercer meu direito de defesa.
Farei isso com argumentos e provas, em respeito à Constituição e às instituições da República. Mesmo que já tenham antecipado sua decisão, vou exercer esse direito. Não por orgulho pessoal, mas porque prestar contas e dar explicações também é uma responsabilidade diante do povo paraguaio.
Vou colaborar plenamente com as instituições competentes para esclarecer o que aconteceu, determinar as responsabilidades e garantir que aqueles que tenham infringido a lei respondam à Justiça. Fornecerei todas as informações que me forem solicitadas. A população merece conhecer a verdade, sem encobrimentos e sem que ninguém esteja acima da lei.
Mas quero deixar uma coisa muito clara. O pagamento aos correntistas não pode ficar condicionado ao que acontecer comigo. A discussão sobre minha permanência no cargo não pode paralisar as soluções de que as famílias afetadas precisam.
Minha prioridade foi promover, dentro da lei e em coordenação com as instituições responsáveis, as medidas necessárias para que os correntistas recuperem suas economias. Esclarecer os fatos e resolver os pagamentos são obrigações que precisam avançar ao mesmo tempo. Uma não pode servir de desculpa para adiar a outra.
Peço que mantenhamos a calma e a paz. As reivindicações da população merecem ser ouvidas e atendidas com respeito, informações claras e ações concretas. Meu destino pessoal não está acima do Paraguai.
Qualquer que seja o resultado deste processo, agirei com responsabilidade e respeito à Constituição. Meu compromisso é com a verdade, com as instituições e, acima de tudo, com as famílias paraguaias"
