Escola de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de BH, onde os alunos aplicaram o golpe Reprodução/TV Globo Treze estudantes, com idades entre 13 e 16 anos, são suspeitos de simular pagamentos via Pix para comprar lanches em uma cantina de uma escola municipal de Santa Luzia, na Grande BH. Segundo a Guarda Civil Municipal, o prejuízo chegou a quase R$ 7 mil em cerca de dois meses.
De acordo com a corporação, os adolescentes admitiram que usavam uma versão modificada de um aplicativo bancário que permitia exibir na tela do celular comprovantes falsos de transferências via Pix. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Assim, no momento da compra, eles mostravam o suposto comprovante como se a transferência tivesse sido concluída. O dinheiro, porém, não era depositado na conta da escola.
Segundo a Guarda Municipal, a prática ocorria diariamente e envolvia a compra de lanches na cantina. Agora no g1 Como o golpe foi descoberto A fraude começou a ser descoberta depois que uma professora responsável pela cantina desconfiou dos pagamentos. Ela percebeu que diferentes estudantes apresentavam comprovantes gerados pelo mesmo aplicativo bancário.
Após uma conferência, a direção constatou que os valores das supostas transferências não haviam entrado na conta da escola. Ainda conforme a Guarda Municipal, os adolescentes chegaram a gravar vídeos ensinando como utilizar o aplicativo para simular os pagamentos. O caso levou a uma reunião na escola, mediada pela Guarda Municipal, com a participação da direção, dos estudantes envolvidos e dos responsáveis.
Segundo o comandante da corporação, Werlysson Volpi, os pais assumiram o prejuízo causado à cantina. Werlysson Volpi, comandante da Guarda Municipal da cidade, durante entrevista à TV Globo Reprodução/TV Globo Polícia investiga se há participação de adultos As informações também foram encaminhadas à Polícia Civil, que vai investigar o caso e apurar se outras pessoas participaram do esquema. “Já foi repassado para o delegado.
Ele já iniciou a investigação. Serão intimadas as pessoas responsáveis para ver se há adultos por trás desse arcabouço todo”, afirmou Volpi. O comandante disse ainda que chamou a atenção da corporação a idade dos envolvidos.
“É espantoso. A gente espera de uma criança de 13 anos ficar atrás de um videogame, mexer no celular. Mas praticar um ato nesse potencial é um pouco assustador”, afirmou.
Segundo Volpi, caso a mesma conduta tivesse sido praticada por adultos, poderia haver, em tese, investigação por crimes como estelionato. A eventual responsabilização no caso dos adolescentes será apurada pelas autoridades competentes. LEIA TAMBÉM: Agência Nacional de Mineração embarga barragem da Vale que havia saído de nível de emergência em MG
