Polícia Civil investiga "ranking" sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) Redes Sociais/Reprodução A Polícia Civil de Presidente Prudente (SP) informou, nesta terça-feira (8), que começou a fase de oitivas da investigação sobre a criação e o compartilhamento de um “ranking” sexual que avaliava universitárias de uma instituição de ensino superior do município. Até a última atualização da corporação, 20 vítimas foram identificadas.

De acordo com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), as vítimas registraram 13 boletins de ocorrência contra a ação, que expunha as alunas a avaliações de teor sexual e depreciativo em um grupo de um aplicativo de mensagens.

📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp A polícia não divulgou detalhes sobre os depoimentos, segundo a corporação, para preservar a eficácia das investigações, mas informou que a apuração dos fatos segue em andamento para que seja possível responsabilizar os envolvidos. A DDM não descarta que, mesmo sem a formalização de novas ocorrências, outras possíveis vítimas sejam identificadas no decorrer das investigações.

Agora no g1 Comentários ofensivos As fotos das alunas expostas no “ranking” foram retiradas das redes sociais das vítimas sem autorização e distribuídas no grupo fechado. O conteúdo foi vazado e revelou comentários ofensivos sobre as universitárias, como “comível”, “deliciosíssima” e “arrebentaria”. No grupo de mensagens, alunos repercutiam as avaliações das colegas com falas como “Tem umas aí que eu discordo” e “Tirei as lésbicas e as gordas”.

O conteúdo das mensagens gerou protestos em frente ao campus da universidade. Além de concordar que esse caso pode ser tratado como “misoginia organizada”, uma especialista em estudos de gênero, diferenças e sexualidades ouvida pelo g1 afirmou que lesbofobia e gordofobia também fazem parte da violência sofrida pelas vítimas.

A presidente da Comissão sobre Crimes Sexuais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Elaine Rampazo, também explicou que a situação pode ser considerada "objetificação sexual", que ocorre quando alguém trata uma pessoa apenas como “um mero objeto de desejo, e não como um ser humano com todas as suas capacidades e sentimentos”.

Elaine Rampazo acrescentou que as investigações podem resultar em diferentes tipos de responsabilização, como importunação sexual, injúria e difamação, a depender das circunstâncias em que os conteúdos foram produzidos e divulgados.

Segundo a polícia, até agora, 20 vítimas foram identificadas e registraram 13 boletins de ocorrência na DDM de Presidente Prudente (SP) Redes Sociais/Reprodução Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM Vídeos 2026: veja as reportagens dos telejornais da TV TEM