França aprova projeto de lei sobre morte assistida Os deputados britânicos rejeitaram, nesta sexta-feira (11), após quatro horas de debates, um projeto de lei destinado a legalizar a morte assistida na Inglaterra e no País de Gales. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O projeto previa permitir o acesso à assistência médica para morrer a determinados pacientes com uma expectativa de vida inferior a seis meses.

O pedido de um paciente teria que ser validado por dois médicos e por um comitê de especialistas, e a pessoa em questão teria que ser capaz de administrar a substância letal em si mesma. Um total de 286 deputados votaram contra o texto e 270 a favor. Com essa rejeição, o Reino Unido se distancia de países como Bélgica, Suíça, Uruguai e Canadá, que aprovaram o direito à morte assistida.

Ativistas pela morte assistida reagem em frente ao Parlamento após a votação que rejeitou os planos para legalizar a morte assistida para pessoas com doenças terminais, em Londres REUTERS/Jack Taylor O primeiro-ministro, Andy Burnham, que chegou a Downing Street em julho, havia indicado que não participaria da votação para não "influenciar o debate". Em junho de 2025, a proposta, que havia suscitado intensos debates no país e no Parlamento, foi aprovada pelos deputados em uma votação apertada.

No entanto, em abril, teve que ser abandonada após um longo bloqueio na Câmara dos Lordes, a câmara alta não eleita do Parlamento. O texto foi apresentado novamente em meados de junho por uma deputada trabalhista. Para seus partidários, a legalização da assistência médica para morrer permite que adultos em fase terminal possam pôr fim à sua vida com dignidade, enquanto seus detratores consideram que isso poderia exercer pressão sobre as pessoas com deficiência e pessoas idosas.

Jovens e idosos veem de forma diferente a morte assistida Durante o debate desta sexta-feira, a deputada trabalhista Janet Daby explicou que havia mudado de opinião após as votações anteriores. Ela disse ter tido "pesadelos sobre a morte e o fato de morrer", após votar a favor do projeto de lei.

Lauren Edwards, deputada trabalhista que impulsionou o projeto de lei, criticou o Parlamento por ter "deixado passar a sua oportunidade" e afirmou que a legislação atual é "simplesmente cruel demais e injusta para mantê-la como está". Segundo uma pesquisa da YouGov de 7 de setembro, 41% dos britânicos são a favor da legalização e 28% são contra.