Operação mira PCV após extorsões contra provedores de internet em Vila Velha Denúncias de empresários do setor de internet sobre cobranças de até R$ 3 mil por parte de traficantes para permitir a prestação de serviços em Vila Garrido, Vila Velha, na Grande Vitória, levaram a Polícia Civil a deflagrar pelo menos três operações entre setembro e outubro deste ano.
Segundo os relatos, empresas que se recusavam a pagar o "pedágio" a criminosos eram alvo de ataques a cabos e caixas de distribuição, deixando moradores sem acesso à internet. As ações policiais buscam combater o esquema de extorsão e a atuação de grupos criminosos na região. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As duas primeiras ações foram denominadas Provedor.Net e Provedor.Net 2.0.
Já a operação desta segunda-feira (19) foi batzada de NarcoNet. Segundo a denúncia exclusiva da colunista Vilmara Fernandes, pelo menos sete empresas foram alvo das tentativas de extorsão. Numa dessas ações, a polícia chegou a descobrir que traficantes instalavam e usavam câmeras em postes de ruas para vigiar policiais, com uma espécie de central clandestina.
O dono de uma das empresas contabilizou a perda de quase 80 clientes depois que funcionários foram impedidos de reparar os danos à estrutura. “Avisaram que, se a gente não pagar, não poderemos atuar na região. Querem deixar o fornecimento só com a empresa que concordar com as exigências deles”, relatou o empresário, que teve o nome preservado por segurança.
Moradores confirmaram o problema, mas se recusaram a dar detalhes por medo de represálias. Por trás dos ataques estaria um grupo de traficantes vinculado à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
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A Polícia Civil deflagrou a primeira fase da operação Provedor.Net com o objetivo de combater a atuação de grupos criminosos em Vila Garrido, em Vila Velha. Na ocasião, policiais abordaram pessoas e veículos, vistoriaram pontos que seriam utilizados pelo tráfico de drogas e realizaram levantamentos para contribuir com as investigações. Ninguém foi preso durante essa etapa.
No dia 9 de outubro, a Polícia Civil realizou a segunda fase da operação, com ações nos bairros Vasco da Gama, Cobi de Cima, Cobi de Baixo, Boa Vista, na região conhecida como Morro da Bomba, e em São Torquato. Segundo a corporação, as áreas são comandadas pela facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV). Durante a operação, um homem de 26 anos, identificado como Matheus Machado Pacheco, foi preso.
Segundo a investigação, ele é apontado como um dos responsáveis pelo esquema de extorsão. A Polícia Civil também apreendeu 15 câmeras conectadas a uma mesma central de monitoramento. Segundo a corporação, os equipamentos eram utilizados por integrantes de grupos criminosos para acompanhar a movimentação policial e monitorar as partes alta e baixa do bairro Cobi.
O delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, explicou que o sistema permitia acompanhar as imagens em tempo real, com transmissão pela internet para um tablet utilizado pelo grupo criminoso. Já o delegado-geral adjunto, Fabrício Dutra, afirmou que as câmeras eram usadas para monitorar tanto a movimentação nas comunidades quanto a atividade policial. A central utilizada para receber as imagens ainda não havia sido localizada.
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A ação cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em Vila Velha e Cariacica, na Grande Vitória. Ao todo, seis pessoas foram presas. Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente 23 quilos de maconha, além de porções de cocaína, haxixe, comprimidos de ecstasy e outras substâncias entorpecentes.
Os policiais também recolheram munições de diversos calibres, celulares, uma balança de precisão e um caderno de anotações. Segundo a Polícia Civil, a investigação apura práticas de domínio social estruturado, conduta prevista na nova legislação antifacção, além das extorsões contra empresários do setor. A maior parte dos mandados foi cumprida em Vila Velha, especialmente no bairro Vila Garrido.
O delegado-geral Jordano Bruno afirmou que as investigações continuam. Segundo ele, os suspeitos presos foram identificados durante as apurações e são apontados como responsáveis pela estrutura do esquema criminoso na região. Há também investigados foragidos em outros estados.
“O objetivo principal é tirar de circulação esses indivíduos e encerrar esse tipo de conduta, possibilitando que a população e os empresários possam agir livremente no fornecimento de internet”, declarou o delegado. Operação mira PCV após extorsões contra provedores de internet em Vila Velha Polícia Civil Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
