Dos 24 eleitos para a Assembleia Legislativa do Acre a partir de 2027, nenhuma é mulher Reprodução A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) não terá nenhuma mulher entre os 24 deputados estaduais a partir de 2027. O resultado das eleições de 2026 definiu uma composição formada exclusivamente por homens para a próxima legislatura e repete o mesmo cenário de 1994, quando também nenhuma foi escolhida nas urnas.
(Confira o histórico mais abaixo) Dos 24 eleitos, 16 foram reeleitos e oito conquistaram o primeiro mandato, de acordo com o resultado eleitoral divulgado no domingo (4), após 100% das urnas apuradas. (Veja a lista completa no final da reportagem) Desde a criação da Aleac, em 1962, apenas 16 mulheres foram eleitas para o cargo.
✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp ELEIÇÕES 2026: Acompanhe a cobertura completa das eleições no Acre Eleições 2026 no Acre: Confira o balanço completo do 1º turno Segundo levantamento do g1 com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das 138 mulheres candidatas nas eleições de 2026, a maior parte delas, o equivalente a 86, disputou vagas para a Aleac.
O resultado deste pleito, inclusive, tirou da próxima composição as três mulheres que atualmente ocupam cadeiras na Casa e que haviam tentado a reeleição: Michelle Melo (União), Antônia Sales (MDB) e Maria Antônia (PP). O cenário ocorre em um estado onde as mulheres representam a maioria do eleitorado. Nas eleições de 2026, 52% dos eleitores acreanos eram mulheres, enquanto os homens representavam 48%.
Histórico A ausência de mulheres na próxima legislatura ocorre 48 anos depois da chegada das primeiras deputadas estaduais ao Acre. A Aleac foi criada em 1962 e passou os primeiros anos sem nenhuma mulher entre os parlamentares. Em 1978, 16 anos depois da criação da Assembleia, Iolanda Fleming, Railda Pereira e Mirian Pascoal chegaram à Casa e se tornaram as primeiras mulheres a ocupar cadeiras no Legislativo estadual.
Desde então, a presença feminina passou a aparecer em diferentes legislaturas, mas com oscilações no número de eleitas. Em 1982, foram três mulheres; em 1986, uma; e em 1990, duas. (Veja o gráfico abaixo) Em 1994, nenhuma mulher foi eleita para a Assembleia Legislativa do Acre.
A presença feminina voltou à Casa na eleição seguinte, em 1998, com duas. Em 2002, o número se repetiu; em 2006, foram quatro; em 2010, três; em 2014, quatro; em 2018, quatro; e, em 2022, três. A eleição de 2026 repetiu o cenário de 1994 e, com isso, marcou a segunda eleição, desde 1978, sem nenhuma mulher eleita para o Legislativo estadual.
Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) Arquivo/Aleac 16 mulheres ao todo De 1978 a 2026, 16 mulheres passaram pela casa legislativa, desconsiderando as reeleitas. Entre elas estão nomes como Iolanda Fleming (ex-governadora do Acre) e Marina Silva (ex-senadora pelo Acre e ex-ministra do Meio Ambiente).
Com relação às recordistas de mandato, destacam-se Maria Antônia (PP) e Antônia Sales (MDB) com 5 (ambas tentavam o sexto mandato), seguidas por Naluh Gouveia (que não disputa mais cargos eletivos) e Maria das Vitórias (atual 1ª suplente de Petecão na legislatura 2019-2027) com 3. Mulheres na Aleac desde 1978 Cota de gênero A maior concentração de mulheres nas candidaturas proporcionais este ano também estava relacionada às regras eleitorais.
Pela legislação, os partidos e federações precisam registrar no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada gênero nas eleições proporcionais. A regra vale para as disputas de deputado estadual e deputado federal e é calculada sobre o total de candidaturas efetivamente registradas pelo partido ou federação, e não sobre a quantidade de vagas disponíveis. O número de candidatas variou entre os partidos que disputaram as eleições no Acre.
O Agir registrou uma mulher, somente para cargo de vice-governadora, enquanto o Podemos teve 13 candidatas, o maior número identificado no levantamento. Confira os dados completos aqui. Veja como fica a composição da Aleac a partir de 2027 Reprodução/g1 O PP terá a maior bancada da próxima legislatura, com cinco cadeiras.
União Brasil e PL terão quatro parlamentares cada, enquanto o Republicanos terá três. MDB e PSD elegeram dois deputados cada. PDT, Novo, PCdoB e PSDB terão uma cadeira cada.
Confira a lista de deputados estaduais eleitos no Acre: Nicolau Júnior (PP) - 3,84% dos votos válidos (18.149 votos) - [REELEITO] Fagner Calegário (União) - 2,88% dos votos válidos (13.640 votos) - [REELEITO] Clodoaldo Rodrigues (PP) - 2,87% dos votos válidos (13,575 votos) - [REELEITO] André da Droga Vale (PP) - 2,78% dos votos válidos (13.173 votos) - [REELEITO] Marcus Alexandre (MDB) - 2,72% dos votos válidos (12.872 votos) - [ELEITO] Manoel Moraes (PP) - 2,71% dos votos válidos (12.837 votos) - [REELEITO] Tanízio Sá (MDB) - 2,54% dos votos válidos (12.023 votos) - [REELEITO] Chiquinho do Duda (PL) - 2,43% dos votos válidos (11.514 votos) - [ELEITO] Adailton Cruz (União) - 2,43% dos votos válidos (11.476 votos) - [REELEITO] Samir Bestene (PP) - 2,40% dos votos válidos (11.335 votos) - [ELEITO] Eduardo Ribeiro (Republicanos) - 2,38% dos votos válidos (11.282 votos) - [REELEITO] Arlenilson Cunha (PL) - 2,14% dos votos válidos (10.144 votos) - [REELEITO] Tchê (PDT) - 2,11% dos votos válidos (10.003 votos) - [REELEITO] Tio Pablo Bregense (União) - 2,11% dos votos válidos (9.981 votos) - [REELEITO] Gene Diniz (Republicanos) - 2,08% dos votos válidos (9.835 votos) - [REELEITO] Afonso Fernandes (União) - 2,03% dos votos válidos (9.593 votos) - [REELEITO] Emerson Jarude (Novo) - 1,99% dos votos válidos (9.434 votos) - [REELEITO] Edvaldo Magalhães (PCdoB) - 1,96% dos votos válidos (9.273 votos) - [REELEITO] Tadeu Hassem (Republicanos) - 1,82% dos votos válidos (8.598 votos) - [REELEITO] Raimundo Neném (PL) - 1,71% dos votos válidos (8.069 votos) - [ELEITO] Gláucio Pedrosa (PL) - 1,70% dos votos válidos (8.029 votos) - [ELEITO] Jailson Amorim (PSD) - 1,09% dos votos válidos (5.158 votos) - [ELEITO] Antônio Pedro (PSD) - 1,08% dos votos válidos (5.118 votos) - [ELEITO] Leôncio Castro (PSDB) - 1,04% dos votos válidos (4.933 votos) - [ELEITO] VÍDEOS: g1
