Noroeste paulista concentra mais da metade dos casos de leishmaniose visceral de SP Mais da metade dos casos de leishmaniose registrados no Estado de São Paulo em 2026 está concentrada na região noroeste, além da confirmação de dois óbitos em território paulista, um deles em Fernandópolis. Segundo apurado pela reportagem da TV TEM, 12 dos 22 casos relatados pelo governo, ou seja, cerca de 60% do total, ocorreram nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba.
📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Transmissão da leishmaniose é feita pelo Mosquito-palha Divulgação Uma pesquisa feita pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) apontou que, ao longo de 2025, foram contabilizados 12 casos da doença no noroeste paulista, 15 a menos em comparação com o mesmo período de 2024. Veja as cidades afetadas pela doença em 2026: Andradina (3); Votuporanga (2); Fernandópolis (2 casos, sendo um óbito); Ilha Solteira (2); Birigui (1); Penápolis (1); Castilho (1).
A região de Araçatuba é historicamente uma das mais atingidas. Em anos anteriores, chegou a registrar 37 casos, quatro óbitos em 2022 e 33 casos e três óbitos em 2018. O que é a leishmaniose Imagem microscópica mostra células de mamíferos infectadas com o parasita da Leishmaniose Pesquisa/Instituto Adolfo Lutz A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa grave causada pelo protozoário leishmania infantum (ou chagasi).
A transmissão ocorre quando fêmeas do inseto conhecido como mosquito-palha pica cães ou outros animais infectados e, em seguida, pica seres humanos, transmitindo o protozoário. O inseto costuma se reproduzir em locais com acúmulo de matéria orgânica, como os que contêm folhas secas, restos de frutas, fezes de animais e sujeira em quintais. Se não for tratada, a doença pode ser fatal em até 90% dos casos.
Sintomas da leishmaniose em humanos: Febre; Perda de peso substancial; Inchaço do baço e do fígado; Anemia. Sintomas da leishmaniose em cães: Emagrecimento; Vômitos; Fraqueza; Queda de pelos; Crescimento das unhas; Feridas no focinho, nas orelhas e nas patas.
Cuidados contra a doença Como não existe uma vacina única para a prevenção humana, os cuidados devem ser focados no combate ao vetor: Eliminar possíveis criadouros do mosquito-palha, como retirar matéria orgânica do quintal e não deixar lixo acumulado; Limpar ambientes que tenham fezes de animais; Usar coleira repelente para cachorros; Implantar telas nas janelas quando o bicho fica dentro de casa; Evitar passeios noturnos com os animais. Ao anoitecer, o mosquito apresenta maior atividade.
Ações de controle Prefeitura de Votuporanga (SP) Foto: Prefeitura de Votuporanga Em municípios com novos casos registrados, como Votuporanga, as equipes de saúde realizam vistorias nas residências vizinhas ao local onde houve um foco da doença para identificar e eliminar potenciais criadouros. A transmissão ocorre pela picada do mosquito-palha, que se reproduz em locais com acúmulo de matéria orgânica (folhas secas, restos de frutas e sujeira em quintais).
Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
