Ruas cheias de água e lama dificultam acesso à casa de repouso em Seropédica Uma casa de repouso que atende 40 idosos está com o acesso prejudicado por causa de uma rua tomada por água e lama no bairro Campo Lindo, em Seropédica, na Baixada Fluminense. A Rua Rutilene Ribeiro Correia nunca foi asfaltada, segundo moradores, e o acúmulo de água dificulta a passagem de veículos, inclusive em situações de emergência. O problema não se restringe aos dias de chuva.

Mesmo quando o tempo está seco, a água demora a escoar e a lama continua espalhada pela via, segundo os relatos de quem vive e trabalha na região. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp A equipe de reportagem procurou a Prefeitura de Seropédica para saber se há previsão de asfaltamento da rua, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Acesso comprometido O estado da via afeta a rotina da instituição, que recebe familiares e precisa garantir o acesso de veículos.

A proprietária da casa, Silvânia do Nascimento Pereira, afirma que carros pequenos não conseguem chegar ao local. Segundo ela, o socorro costuma ser feito com veículos maiores. “Carro pequeno não chega.

Ambulância nunca chamei. Geralmente é picape que socorre”, relata. A situação também dificulta a visita de familiares e o transporte de itens necessários para os idosos.

Foi o que aconteceu com Rayanne Novariny, que foi visitar a mãe na casa de repouso. Durante o trajeto, o carro em que ela estava ficou praticamente submerso na água acumulada. Ao chegar em casa, ela percebeu que a placa do veículo havia caído.

Rayanne diz que também enfrenta dificuldades para levar os materiais que a mãe precisa. “Eu que vou pra casa de repouso, eu chego com pacotes de fralda, caixas de leite, coisas que são necessárias. Como que eu vou ficar andando metros e metros transportando isso pelo simples fato de a rua não oferecer o mínimo?”, questiona.

Desvios para fugir da lama Para quem passa a pé pela rua, a lama e os buracos tornam o deslocamento arriscado. Durante a reportagem, a equipe constatou a dificuldade de circulação e o risco de escorregar no trecho. A cuidadora Rosângela Silva afirma que precisa fazer um caminho mais longo para chegar em casa e evitar a área em piores condições.

O desvio acrescenta cerca de 20 minutos à caminhada. “A gente não consegue passar por aqui, tem que dar a volta pra poder chegar na minha casa”, diz. Ela também relata um acidente envolvendo uma moradora da região.

“A avó do meu neto caiu dentro da vala, tá com o joelho inchado”, conta. Moradora compra aterro para evitar alagamentos Iara Barroso mora na região há três anos e afirma que já procurou a prefeitura diversas vezes para pedir melhorias na rua. Em fevereiro, ela perdeu tudo o que tinha dentro de casa por causa da chuva.

Agora, o quintal voltou a ficar alagado. Para impedir que a água invada novamente o imóvel, Iara comprou duas bombas para retirar a água e jogá-la de volta na rua. “Compramos duas bombas pra poder estar jogando água pra rua porque, se não tivéssemos fazendo isso, a água já estaria dentro de casa novamente”, relata.

A moradora também decidiu investir por conta própria na tentativa de melhorar as condições do terreno. Ela comprou dez caminhões de aterro, a R$ 300 cada, em um gasto total de R$ 3 mil. Apesar das tentativas, Iara diz que continua sem uma solução para o problema e reclama da dificuldade de conseguir atendimento do poder público.

Casa de repouso com 40 idosos fica ilhada por rua alagada e sem asfalto em Seropédica Reprodução/TV Globo