Condenações são resultado da Operação Overlook deflagrada pelo Gaeco em 2022

Um investigador da Polícia Civil e três despachantes foram condenados por envolvimento em um esquema de corrupção que operava no setor de trânsito da Delegacia de Polícia Civil de Bocaiuva, no Norte de Minas. As penas aplicadas aos quatro réus somam 11 anos, 8 meses e 24 dias de reclusão, além de multas e sanções restritivas de direitos. A decisão também determinou a perda do cargo público do policial civil.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), as condenações foram mantidas pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que analisou os recursos apresentados pelas defesas. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp “Ao analisar os recursos, o TJMG manteve integralmente as condenações, reconhecendo a robustez das provas reunidas pelo MPMG.

Entre os elementos que fundamentaram a decisão estão interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, mensagens eletrônicas, registros audiovisuais e depoimentos de testemunhas”. As condenações são resultado da Operação Overlook, deflagrada em 2022 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Montes Claros, com apoio da Polícia Militar, para apurar irregularidades em serviços de trânsito prestados no Norte de Minas.

As investigações identificaram um esquema de favorecimento a despachantes por meio da facilitação irregular de procedimentos relacionados a veículos. Agora no g1 “Vantagens indevidas eram pagas a servidor público para dispensar vistorias obrigatórias e outras exigências legais previstas nos processos administrativos. [...] As investigações apontaram ainda a utilização de endereços falsos e a realização irregular de procedimentos de registro, licenciamento, vistoria e transferência de veículos.

O esquema beneficiava despachantes que atuavam junto ao órgão de trânsito mediante o pagamento de propina ao servidor envolvido”, disse o MPMG. De acordo com o MPMG, o grupo recebia valores para agilizar centenas de transferências de veículos e promover a tramitação irregular de processos administrativos. “Em alguns casos, eram utilizados endereços fictícios de proprietários e oferecidos bens como contrapartida pela obtenção de vantagens nos serviços públicos”.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, e o g1 não conseguiu contato com as defesas. LEIA TAMBÉM Presa por estelionato sentimental, mulher causou prejuízo de R$ 400 mil a idoso em MG: 'Vendeu bens e fez dívidas', diz polícia Homem é preso após atacar mulher com facão em Varzelândia; filho dela, de 2 anos, estava no local Foragido por duplo homicídio em MG é encontrado trabalhando com nome falso em fazenda Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.