'Eu não matei a Fabiola', diz médico ao chegar preso à delegacia em Campo Grande “Eu não matei a Fabiola”. Foi o que afirmou o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, ao chegar preso à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), nesta quinta-feira (3), em Campo Grande. Veja no vídeo acima.

Imagens registradas pela reportagem mostram o médico chegando à delegacia e cumprimentando a equipe ao perceber a câmera. Questionado se tinha envolvimento na morte da esposa, João negou ter cometido o crime. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp “Eu não matei a Fabiola, só isso.

Eu não matei a Fabiola”, afirmou. Preso pela 3ª vez João foi preso novamente nesta quinta-feira, 14 dias após ser solto pela Justiça. Esta é a terceira prisão do cardiologista desde a morte da esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos.

Após três meses de investigação, a Polícia Civil descartou a hipótese de suicídio e concluiu que Fabiola foi vítima de feminicídio. João foi apontado como autor do crime. Conforme o delegado Edson Leandro Santiago de Lira, responsável pelo cumprimento do mandado contra o médico, a prisão foi determinada pelo desembargador Emerson Cafure, o mesmo que havia colocado o médico em liberdade.

“O desembargador que havia concedido anteriormente um habeas corpus o revogou, restabelecendo a prisão que havia sido decretada anteriormente pelo juiz de primeiro grau. Então, de posse dessas informações, a gente buscou o mandado de prisão e deu cumprimento. O senhor João estava em casa, até porque estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.

Foi uma prisão tranquila”, comentou o delegado. LEIA TAMBÉM: Cardiologista é preso 14 dias após ser solto por morte da esposa em Campo Grande 'Somos a voz dela': família diz que busca justiça por Fabíola após laudo afastar hipótese de suicídio Polícia descarta suicídio e conclui que cardiologista foi autor de feminicídio de esposa em MS A conclusão levou em consideração laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal, além de depoimentos de testemunhas e dados extraídos de celulares apreendidos.

Segundo a polícia, as provas reunidas apontaram que Fabiola foi vítima de violência doméstica e familiar. A defesa já havia negado o envolvimento do médico na morte e contestado a conclusão da investigação. O g1 procurou novamente a defesa para comentar a nova prisão, mas ainda não teve retorno.

Relembre o caso Fabiola foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de maio, na chácara onde o casal morava, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Na ocasião, João acionou a polícia e afirmou que a esposa havia tirado a própria vida. A versão passou a ser investigada depois que a Deam identificou divergências entre depoimentos do médico, de testemunhas e de outras pessoas ouvidas.

Uma perícia preliminar também apontou que a lesão na cabeça de Fabiola não seria compatível com a versão apresentada pelo cardiologista. Durante a investigação, a polícia apurou ainda uma tentativa de esconder armas que estavam na propriedade. Segundo a Polícia Civil, João teria pedido a um caseiro e a um ex-funcionário que levassem um armário com armas e munições para outro imóvel da chácara.

Para os investigadores, a ação configurou fraude processual. João foi preso pela primeira vez após a morte da esposa e deixou a prisão em 23 de maio, após a defesa conseguir um habeas corpus. Em agosto, com a conclusão das perícias, o médico voltou a ser preso preventivamente.

Ele ficou seis dias preso e foi solto em 20 de agosto, novamente após um habeas corpus. Nesta quinta-feira, duas semanas depois de deixar a prisão, João foi preso pela terceira vez. Médico chegou a cumprimentar a imprensa na entrada Diogo Nolasco Veja mais vídeos do Mato Grosso do Sul