Em novos depoimentos pai confessa agressões e madrasta relata noite da morte de Gustavo Em novos depoimentos aos quais a reportagem da TV Anhanguera teve acesso, Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai de Gustavo Veloso, de 3 anos, confessou que espancou o filho antes da morte. A madrasta, Kathellen Moreira da Silva, relatou momentos de tensão em seu depoimento. Os dois estão presos e foram indiciados em 28 de setembro.
Recentemente, os dois viraram réus após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O crime aconteceu no dia 2 de agosto de 2026, na casa de Igor, pai da vítima. A criança foi encontrada com marcas de agressões físicas e sinais de violência sexual.
Igor Veloso de Sousa é acusado dos crimes de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. Kathellen Moreira da Silva responde por vicaricídio, por omissão diante das agressões praticadas contra o enteado, e fraude processual. Em depoimento de cerca de duas horas, ao qual a TV Anhanguera teve acesso, Igor confessou que espancou o menino na área da casa.
Ele contou que se irritou ao encontrar a criança na piscina sem autorização, onde, segundo ele, o menino quase se afogou. Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses “Quando eu chacoalhei ele, ele bateu a cabeça na parede, e aí eu joguei ele pra frente e dei pisões nele, nas costas dele e na barriga. Então, por aquela questão da barriga dele ser grande, ele já tinha problemas, não tenho dúvidas.
Então, ali eu acho que houve aquele problema no intestino. Então, eu o chutei.” A mãe do menino vivia uma disputa judicial com Igor Veloso. De acordo com laudo do Instituto Médico Legal (IML), a criança morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por lesões graves em várias partes do corpo.
O exame identificou hematomas na cabeça e no intestino, além de laceração anal. Segundo o laudo dos legistas, houve violência sexual, mas Igor nega ter cometido esse tipo de violência. “Essas lesões foram dos chutes que eu dei, e eu não vou assumir uma coisa que eu não fiz.” A defesa de Igor Veloso afirmou que tudo será esclarecido nos autos.
A defesa de Kathellen Moreira foi procurada pela TV Anhanguera, mas não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
LEIA MAIS Caso Gustavo: pai e madrasta viram réus pela morte de menino agredido até a morte no TO Caso Gustavo: o que se sabe sobre o indiciamento do pai e da madrasta pela morte da criança Pai e madrasta são indiciados pela morte do menino Gustavo; veja os crimes Pai e madrasta suspeitos da morte do menino Gustavo são presos em Palmas Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas Reprodução/Redes Sociais Ainda durante o interrogatório, Igor foi questionado se voltou a agredir Gustavo durante a madrugada e por que deixou o menino vestido e enrolado em um cobertor, como se estivesse dormindo, antes de ir à delegacia.
“Do jeito que ele estava nesta foto, ele morreu dormindo, foi de hemorragia. Eu notei que o pé dele estava gelado, não estava esquentando. Eu sacudi ele e ele ficou do mesmo jeito.
Doutor, do jeito que ele está aí, que eu levantei ele, sacudi ele, já deitei ele novamente. Não houve um ajeitamento do menino ali”, afirmou. Igor disse também que só procurou a polícia seis horas depois.
“Eu fiquei rodando de carro, e, se eu pudesse, eu estava rodando nesse carro até hoje. Em outro momento, eu teria tido outra postura, mas eu já tive problemas anteriores com a Sabrina. Eu não tinha o que dizer para a mãe desse menino, por isso eu saí".
No interrogatório, a madrasta da criança, Kathellen Moreira da Silva, relatou ter vivido momentos de tensão na noite do crime por causa da agressividade de Igor, que, segundo ela, ficava autoritário quando bebia. Kathellen disse que tentou entrar no quarto onde Igor estava com Gustavo e o outro filho do advogado, de 11 anos, porque o menino mais velho teria ouvido barulhos de pancadas. No entanto, o pai impediu a entrada.
“Aí, ok, a gente bateu na porta, ele não abriu. Eu fui pra sala, e Igor me ligou e perguntou quem estava batendo na porta. Eu já falei: ‘Vai cuidar da sua vida, vagabunda", contou.
Kathellen disse que, depois disso, foi dormir no quarto da filha dela, de quatro meses. Na manhã seguinte, entrou no quarto de Igor para pegar um remédio e viu Gustavo deitado. “Igor, deixa eu pegar um remédio para dor de cabeça.
O Gustavo estava deitado de lado. Quando eu liguei a luz, notei que ele fez assim com o olho. Como foi rápido, mas eu não prolonguei muito o assunto e saí".
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