São José de Ribamar: religiosidade, cultura e mar pertinho de São Luís. (Foto: Ascom / Prefeitura de São José de Ribamar) O Ministério Público do Maranhão (MPMA) pediu à Justiça a anulação dos concursos públicos e do processo seletivo promovidos pela Prefeitura de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. O pedido foi apresentado em 22 de outubro e divulgado nesta quarta-feira (28).
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maranhão no WhatsApp Os certames tiveram mais de 62 mil inscritos e foram organizados pelo Instituto Social da Cidadania Juscelino Kubitschek (IJK). O pedido abrange os editais nº 001/2026 (Educação), nº 002/2026 (Saúde) e nº 003/2026 (Guarda Civil Municipal). O MPMA pede a anulação integral dos três certames ou, alternativamente, dos cargos em que houver comprovação de fraude.
O órgão também solicita que a suspensão seja mantida até o julgamento final do processo. Em setembro, a Justiça do Maranhão atendeu a um pedido do Ministério Público e suspendeu o andamento dos concursos. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) após recurso apresentado pela banca organizadora.
Segundo o MPMA, um inquérito civil identificou possíveis irregularidades desde o início do processo, incluindo denúncias de oferta de venda de vagas antes da publicação dos editais. As investigações também apontaram falhas de segurança durante a aplicação das provas, problemas no atendimento a candidatos com deficiência e padrões atípicos de notas e gabaritos.
Entre as inconsistências identificadas, estão cadernos de respostas idênticos apresentados por candidatos de locais e salas diferentes, inclusive com as mesmas marcações incorretas. MP-MA pede devolução das taxas de inscrição Além da anulação dos certames, o Ministério Público solicitou a devolução das taxas de inscrição aos candidatos.
O órgão também pede que a Prefeitura de São José de Ribamar realize novos concursos em até 180 dias após a decisão definitiva, com regras de segurança reforçadas e garantias de acessibilidade. O MP-MA solicitou ainda que o Instituto JK entregue à Justiça os registros eletrônicos e os logs dos sistemas utilizados, para a realização de perícia técnica. As investigações continuam, inclusive na esfera criminal.
Novos elementos serão anexados ao processo à medida que as apurações forem concluídas.
