A empresa Meta (dona do Facebook, WhatsApp e Instagram) respondeu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (20), e afirma que cumpriu as determinações da Corte para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o segundo turno das eleições.
No documento, a empresa diz que uma declaração técnica juntada ao processo "atesta que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória, e descreve o mecanismo que assegura essa isonomia". No documento, a Meta também declara que não houve negligência nem resistência ao cumprimento das determinações do TSE. "O Facebook Brasil e as equipes da Meta trabalham de forma incessante para produzir a documentação em cumprimento das dezessete alíneas da ordem", afirma o texto.
O documento foi enviado ao TSE após decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze. Ele determinou que a empresa apresentasse, em até 24 horas, um detalhamento das medidas tomadas para garantir igualdade entre as campanhas. Manifestação em frente à sede da Meta em SP TV Globo Em 15 de outubro, a Justiça Eleitoral determinou que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem de Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão atendeu a um pedido da campanha do presidente Lula, candidato à reeleição. A ação enviada pela equipe afirma que a Meta "tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação". Além do petista, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) também afirmou que conteúdos da campanha dele têm tido a distribuição prejudicada nas plataformas da empresa.
