Imagem aérea mostra parte Parte da fuselagem do avião, que permanece no pátio de manutenção, próximo à Estação São Gabriel. Reprodução/TV Globo Os destroços do avião que caiu e pegou fogo sobre os trilhos do metrô de Belo Horizonte na última sexta-feira (9) permanecem no local nesta segunda-feira (12), três dias após o acidente. O piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, era o único ocupante e morreu na queda.
Parte da fuselagem ainda pode ser vista no Centro de Manutenção do Metrô BH, próximo à Estação São Gabriel, na Região Nordeste da capital. O g1 entrou em contato com a concessionária para perguntar sobre a retirada dos destroços, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a primeira etapa da investigação foi concluída no sábado (10).
Os técnicos coletaram dados sobre os danos na aeronave e na estrutura do galpão, além de informações sobre o planejamento do voo. O órgão informou que, conforme o Código Brasileiro de Aeronáutica, a retirada dos destroços cabe à empresa responsável pelo avião. A investigação sobre as causas do acidente continua.
A aeronave pertencia à empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação. Em nota divulgada após a queda, a companhia lamentou a morte do piloto, informou que prestava assistência à família e afirmou que colaboraria com a apuração.
O piloto, identificado como Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, pilotava o avião monomotor que caiu e pegou fogo na Região Nordeste de Belo Horizonte Reprodução/Redes Sociais Como foi o acidente O monomotor decolou do Aeroporto da Pampulha e faria um pouso em Juatuba, na Região Metropolitana, antes de retornar a Belo Horizonte. A aeronave caiu logo após a decolagem, a cerca de um quilômetro da pista.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião atingiu uma estrutura do galpão do Metrô BH e a fiação elétrica do pátio de manutenção. Em seguida, pegou fogo sobre os trilhos. Após o acidente, o superintendente de operação e manutenção do Metrô BH, Roberto Fischer Machado, informou que nenhum funcionário ficou ferido e que não houve danos a vagões.
A circulação dos trens seguiu normalmente. A Cemig informou que não foram registrados danos à rede de distribuição de energia na região da Estação São Gabriel. Apenas a eletricidade do pátio de manutenção foi desligada para permitir o trabalho dos bombeiros.
A aeronave era um EMB-711ST Corisco II Turbo, de matrícula PT-VHE. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião estava em situação regular e tinha certificado de inspeção válido até outubro de 2027. O monomotor estava registrado para uso privado e não tinha autorização para operações comerciais, como táxi aéreo ou transporte regular de passageiros.
A Polícia Civil também apura as causas e as circunstâncias do acidente. Imagens mostram aeronave em chamas próximo à estação de metrô em BH Piloto foi sepultado na Bahia Daniel foi sepultado na noite de domingo (11), em um cemitério de Governador Mangabeira, sua cidade natal, na Bahia, conforme reportagem do g1 Bahia. Segundo a família, o corpo foi transportado de Belo Horizonte para Salvador na noite de sábado (10).
O velório estava previsto para as 13h de domingo, mas começou no fim da tarde, após um atraso. Familiares e amigos se despediram do piloto em uma igreja evangélica de Governador Mangabeira, onde prestaram homenagens antes do enterro. Daniel começou a pilotar aos 20 anos.
Ele planejava se casar, tinha comprado uma casa recentemente e preparava uma viagem à Disney com a noiva. Também estudava inglês para realizar o sonho de trabalhar em voos internacionais. Três militares morreram em outra queda na mesma sexta-feira Na mesma sexta-feira, três policiais militares morreram na queda de um bimotor da corporação próximo ao Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso.
Estavam na aeronave o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Resende. Segundo a PM, eles realizavam um voo de recheque de habilitação, procedimento periódico para avaliar e manter as habilitações dos pilotos. Os três foram velados no domingo (11), na Academia de Polícia Militar, no bairro Prado, em Belo Horizonte.
Depois, o cortejo seguiu para o Cemitério Bosque da Esperança, na Região Norte da capital, onde as tenentes foram enterradas e o tenente-coronel foi cremado. A PM informou que a manutenção da aeronave estava em dia e que os pilotos estavam habilitados. As causas desse acidente também serão investigadas pelo Cenipa.
