Porsche em alta velocidade atinge carros parados no RS Os motoristas de um Porsche e uma caminhonete RAM, que se envolveram em um racha na Avenida Nilo Peçanha, segundo o Ministério Público, foram denunciados. Para a Promotoria, os condutores têm de responder por lesões corporais causadas a duas vítimas que ficaram feridas na ocasião, pela fuga do local do acidente para eximir-se de responsabilidade civil ou penal e, no caso do condutor do Porsche, também por embriaguez ao volante.

📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo o MP, os denunciados participaram do racha atingindo velocidades superiores a 145 km/h e 123 km/h, respectivamente. Durante a disputa, um dos motoristas perdeu o controle do veículo e colidiu contra um automóvel conduzido por uma das vítimas. Com o impacto, esse carro foi arremessado contra um terceiro veículo.

Um quarto automóvel também foi atingido. Duas motoristas ficaram feridas. Para o MP, a conduta dos denunciados colocou em risco os demais usuários da via.

Os denunciados são Fabrício Bueno da Silva, que conduzia o Porsche, e Henrique Palma Santos, motorista da caminhonete. Após o acidente, ocorrido em 26 de agosto do ano passado, os dois chegaram a ser presos, mas pagaram fiança e respondem em liberdade. O g1 contatou as defesas de Silva e Santos e até a publicação desta reportagem não teve retorno.

O delegado de Polícia Civil Carlo Butarelli confirmou a conclusão da investigação. "O inquérito já foi remetido para a Justiça, eles foram indiciados. Nós tivemos vídeos, a gente teve as perícias que indicaram que a velocidade dos veículos estava muito excessiva, em torno de 130, 140 km por hora", afirmou.

'Abandonaram': vítimas relatam omissão de motoristas de Porsche e RAM envolvidos em suposto racha em Porto Alegre Uma das vítimas atingidas pelos veículos foi Carmen Regina Lange. Ela estava parada em um semáforo quando o carro em que estava foi atingido. "Não lembro de nada.

Eu não lembro de nada, porque ele atingiu tão forte que eu apaguei. Eu não lembro. Eu só lembro de estar dentro da ambulância", relatou.

Um ano depois, Carmen afirma que o acidente mudou sua rotina e deixou sequelas físicas e emocionais. "Eu estava trabalhando na época e eu tive que tomar medicações, né? E eu não conseguia me adaptar às medicações e eu não conseguia trabalhar, dar o meu melhor no trabalho e eu fiquei desempregada.

Eu perdi meu trabalho, fui desligada", disse. "Fiquei quatro meses desempregada. Sem recurso nenhum.

Aí eu tentei trabalhar de novo, não consegui. Então, assim, pra mim, o último ano foi um dos piores anos da minha vida." Porsche envolvido em suposto racha na Avenida Nilo Peçanha, em Porto Alegre Douglas Henrique/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS