Compreender conceitos e relacioná-los ao cotidiano é uma das orientações para estudar Filosofia no Enem Imagem gerada por Inteligência Artificial Compreender as ideias dos filósofos e relacioná-las aos problemas da sociedade é uma das estratégias recomendadas para estudar Filosofia para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026.
Segundo Crystianne Mendonça, professora de Filosofia no curso pré-vestibular do Colégio Nacional, essa preparação contribui para interpretar textos, identificar posicionamentos e construir argumentos. A dúvida sobre a importância da disciplina aparece com frequência nas salas de aula, conta a professora. Nas questões de Ciências Humanas e Linguagens, o pensamento filosófico ajuda o estudante a perceber o que está por trás de um discurso.
Na redação, contribui para o uso de repertório sociocultural relacionado ao tema e ao argumento desenvolvido. “Para se sair bem, o estudante precisa compreender as ideias dos filósofos e saber relacioná-las aos problemas da sociedade”, explica. Entre os autores que a professora recomenda para a preparação estão Jürgen Habermas, Michel Foucault, Jean-Paul Sartre e Hannah Arendt.
As reflexões desses pensadores permitem discutir temas como democracia, relações de poder, liberdade e participação na vida pública. Habermas e a importância do diálogo Habermas, que morreu em 2026, é uma referência para pensar a democracia, o diálogo e a argumentação. Segundo Crystianne, sua filosofia destaca a importância da comunicação e da participação dos indivíduos na construção de decisões coletivas.
“Na prova, vale ficar atento a conceitos como ação comunicativa, diálogo e esfera pública”, orienta. Foucault e as relações de poder No ano do centenário de nascimento de Michel Foucault, a professora destaca suas contribuições para compreender o poder, a vigilância e a disciplina. “O filósofo mostra que o poder não está apenas no Estado ou nas autoridades, mas também presente nas relações e instituições do cotidiano”, afirma.
Sartre e a responsabilidade pelas escolhas Um dos principais nomes do existencialismo, Jean-Paul Sartre coloca a liberdade e a responsabilidade no centro da reflexão. Conforme explica a professora, o autor associa as escolhas de cada pessoa à construção da própria existência. “Para o filósofo, somos responsáveis pelas escolhas que fazemos e pela construção de nossa própria existência”, pontua.
Arendt e a participação na vida pública Hannah Arendt é outra autora indicada por Crystianne. Suas reflexões ajudam a compreender política, liberdade, ação e espaço público, além de discutir os riscos do autoritarismo e a importância da participação na vida coletiva. Uma dica para a prova Ao encontrar uma questão de Filosofia, a orientação da professora é fazer três perguntas: qual é o problema apresentado?
Qual ideia o autor está defendendo? Qual conceito aparece no texto? Essa leitura cuidadosa pode ajudar mesmo quando o estudante não se lembra imediatamente do nome do filósofo.
“O estudante precisa perceber que Filosofia não é decorar uma lista de autores. É aprender a interpretar ideias e relacioná-las com questões do mundo em que vivemos”, ressalta. Para Crystianne, estudar esses pensadores também contribui para desenvolver o senso crítico.
Habermas ajuda a compreender a importância do diálogo; Foucault, a observar as relações de poder; Sartre, a refletir sobre as escolhas; e Arendt, a compreender a participação na vida pública. “Mais do que acertar uma questão, compreender esses pensadores é uma oportunidade para desenvolver uma habilidade que acompanha o estudante para além da prova: pensar por conta própria”, conclui.
