Votação no RJ foi sem fila, mas prorrogação de horário causou confusão A votação do segundo turno foi tranquila e sem filas ao longo do dia no Rio de Janeiro. Mas, com a prorrogação do horário da eleição até as 19h por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), muitos eleitores encontraram seções fechadas e não conseguiram votar. A determinação foi tomada às 17h01, um minuto depois do horário previsto para o encerramento da votação, em resposta a pedidos das campanhas dos dois candidatos à Presidência.

A prorrogação, no entanto, só valeu para as seções em que as urnas ainda estavam abertas. Com isso, eleitores que chegaram a locais onde a votação já havia sido encerrada não puderam votar, mesmo após a decisão. No total, cerca de 35 mil votos foram registrados depois das 17h.

No resultado nacional, a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro foi de 4,4 milhões de votos. No estado do Rio, 12.842.517 eleitores estavam aptos a votar no segundo turno. Eleitor registra voto no 2º turno das Eleições 2026 Reprodução/TV Globo Eleitores encontram locais fechados Em Copacabana, mesários e equipes começaram a deixar os locais de votação às 17h nas seções que já haviam encerrado os trabalhos, enquanto eleitores permaneceram do lado de fora.

No Humaitá, as portas estavam trancadas durante o horário estendido. No Flamengo, eleitores chegaram a apresentar a decisão da Justiça, mas não conseguiram votar. Em Duque de Caxias, algumas portas foram reabertas às 17h10.

Uma mãe e a filha caminharam até o local de votação porque, segundo o relato, os ônibus não estavam passando. Quando chegaram, porém, a urna da seção já havia sido fechada. ✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp A chegada da determinação às zonas eleitorais ocorreu quando parte das urnas já havia sido encerrada, o que gerou dúvidas até entre servidores da Justiça Eleitoral.

Mudanças nos locais de votação O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também alterou os endereços de dois locais de votação no estado. Em Jardim Sulacap, na Zona Oeste do Rio, a mudança foi anunciada a menos de 24 horas da eleição por causa de uma infestação de pulgas. Cerca de 3 mil eleitores foram transferidos para outro local, a aproximadamente 500 metros de distância.

A profissional de Educação Física Larissa Prado contou que só soube da alteração quando chegou ao endereço onde a avó costumava votar. “Foi de última hora. A gente chegou no local de votação da minha avó, que até então era aqui perto.

Quando a gente chegou lá, tinha um cartaz escrito que o local de votação tinha mudado e tinham duas pessoas avisando. Por sorte, é perto e a gente veio”, relatou. O aposentado Jader Neiva Melo também disse que não recebeu comunicação direta sobre a mudança e soube da alteração por meio da irmã, na noite anterior.

“Do Tribunal Superior Eleitoral eu não recebi nada. Eu só fui saber através da minha irmã ontem à noite. Mas a votação foi tranquila”, afirmou.

Em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, 1,8 mil eleitores foram transferidos de uma unidade de ensino para outra instituição, a pouco mais de um quilômetro de distância. Apesar dos avisos do TRE, houve eleitores que se surpreenderam com a mudança. Reclamações sobre transporte Em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, eleitores reclamaram da falta de ônibus durante o dia da votação.

O segurança André Luis Pereira de Melo contou que teve dificuldade para chegar ao local porque dependia de uma única linha de ônibus. “Para chegar foi difícil, porque, de onde eu moro para vir para cá, um ônibus só dá. Mas esse único ônibus não passava.

Eu fiquei 40 minutos no ponto e não passou”, relatou. Diante dos problemas no transporte, a Justiça Eleitoral determinou que as empresas colocassem toda a frota nas ruas e que a prefeitura fiscalizasse o cumprimento da medida.