Estudantes participam de ação de limpeza e conscientização às margens do Rio Tietê Estudantes participaram de uma ação de conscientização ambiental e limpeza às margens do Rio Tietê, na manhã de sexta-feira (25), no Museu da Usina de Lavras, em Salto (SP). A iniciativa foi promovida pelo Governo de São Paulo e pela prefeitura da cidade. A Usina de Lavras ficou cheia de lixo depois da última cheia do Rio Tietê.
Uma grande camada de entulho ficou represada no interior do prédio histórico, incluindo garrafas plásticas, pedaços de madeira e resíduos descartados irregularmente ao longo do leito do rio.
📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Estudantes participam de ação especial de conscientização sobre descarte irregular no Rio Tietê, em Salto (SP) Semil De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a programação reuniu órgãos públicos, instituições ambientais, estudantes e representantes da sociedade civil para abordar o descarte correto de resíduos e a importância da preservação do rio. Entre as atividades, os alunos fizeram uma coleta de lixo no local.
Os resíduos foram depositados em uma escultura de peixe de aço para representar os impactos do descarte irregular sobre os ambientes aquáticos.
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A iniciativa integra a agenda da Semana do Tietê e se relaciona às diferentes frentes de atuação do Governo de São Paulo para a recuperação do rio, que incluem: Saneamento; Desassoreamento; Retirada de resíduos; Fiscalização; Monitoramento; Recuperação ambiental; Logística reversa. A prefeitura também apresentou iniciativas de educação ambiental já desenvolvidas no município, como o Programa Coleta Diferenciada nas Escolas e o Ecoponto Escola.
Campanha em Salto (SP) promove a conscientização sobre descarte irregular de resíduos no Rio Tietê Semil Crise ambiental Espuma no Rio Tietê em Salto: entenda como resíduo afeta a natureza O acúmulo de lixo se soma a episódios recorrentes de espuma tóxica e da chamada “água preta” no trecho do Tietê em Salto, agravando a crise ambiental que atinge o rio.
A espuma, formada por esgoto doméstico e industrial rico em fósforo e detergentes proveniente da Grande São Paulo, cobre a superfície do rio e compromete a vegetação ribeirinha.
Ela resulta da combinação de três fatores principais: Poluição: o esgoto doméstico e industrial não tratado, que desce da Grande São Paulo, é rico em fósforo e resíduos de detergentes; Falta de chuvas: a estiagem recente na região diminui a vazão do rio, o que aumenta a concentração dos poluentes na água; Quedas d'água: a agitação da água nas pedras funciona como um "liquidificador", batendo os produtos químicos e gerando a espuma que cobre a paisagem.
Segundo o biólogo Hélio Pereira, de Sorocaba (SP), o resíduo compromete a vegetação das margens do rio e todo o ecossistema aquático. Os detergentes, a matéria orgânica e outras substâncias presentes na água podem alterar as condições físico-químicas dos trechos. “A espuma impacta os processos fisiológicos das plantas e compromete o equilíbrio dos ecossistemas.
Além disso, a degradação da qualidade da água pode reduzir a capacidade de regeneração da vegetação ribeirinha e favorecer processos de degradação ambiental”, pontua. Rio Tietê coberto de espuma em Salto (SP) D-Vision imagens aéreas/Reprodução Já na fauna aquática, o problema é ainda maior. Segundo o biólogo, a espuma é apenas a manifestação visual de uma água que recebe uma carga elevada de poluentes.
Ao afetarem as condições físico-químicas da água, os contaminantes contribuem para a redução do oxigênio dissolvido e impactam diretamente os animais. “Além disso, ela altera as condições necessárias à sobrevivência de peixes, invertebrados e outros organismos aquáticos. A alteração da qualidade da água também pode provocar desequilíbrios nas cadeias alimentares e reduzir a biodiversidade”, diz.
Os animais terrestres também sofrem com a concentração de poluição no rio. Hélio explica que mamíferos, aves, répteis, anfíbios e outros animais podem entrar em contato com a água contaminada ao beber, se alimentar ou utilizar as margens como abrigo. “Eles ficam expostos a substâncias químicas e a outros poluentes presentes no ambiente.
Além do risco de intoxicação direta, a degradação do rio pode reduzir a disponibilidade de água e alimento e comprometer organismos que integram a base das cadeias alimentares, provocando efeitos indiretos sobre as populações de animais terrestres”, finaliza.
Já a água escura, resultado da alta concentração de poluentes e da baixa vazão acarretadas pela abertura de comportas de barragens na Região Metropolitana de São Paulo, como as de Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba (SP), intensifica o mau cheiro e afasta turistas, podendo levar à mortandade de peixes.
Garça no Rio Tietê em Salto (SP) Reprodução / TV TEM *Colaborou sob supervisão de Eric Mantuan Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí Initial plugin text VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
