Edifício-sede do BRB, em Bras Jornal Nacional/ Reprodução O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou que o Banco de Brasília (BRB), a Casa Civil e a Secretaria de Economia do DF expliquem a aplicação de cerca de R$ 3,4 bilhões do Tesouro do DF em aplicações do BRB. ➡️ O governo do DF é acionista majoritário do BRB e tenta salvar o banco da maior crise de sua história, motivada por transações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Segundo a representação, esses bilhões foram investidos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo BRB. E podem ter inflado, de forma artificial, a liquidez do Banco de Brasília para honrar operações de curto prazo. O BRB e os órgãos do governo do DF têm prazo de cinco dias úteis, quando forem notificados, para apresentar os esclarecimentos.
O g1 tenta contato com as instituições. Após reunião no STF, acordo entre GDF e órgãos federais fica mantido para tentar salvar BRB Representação no TCDF O tema foi levado ao Tribunal de Contas pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT). Na representação, ele afirma que o investimento de R$ 3,4 bilhões é incompatível com o momento de contenção de despesas e atraso de pagamentos no governo do DF.
O parlamentar pede, no documento, que o Tribunal de Contas adote uma série de medidas imediatas, incluindo a suspensão dos investimentos e o retorno dos R$ 3,4 bilhões aos cofres do DF; a liberação imediata de pagamentos atrasados do DF a fornecedores, servidores e editais como o do Fundo de Apoio à Cultura (FAC); e uma auditoria na gestão do Tesouro do DF. Nenhuma dessas medidas, no entanto, foi acatada até o momento pelo Tribunal de Contas do DF.
A lista deve ser analisada novamente a partir das informações prestadas pelo governo – não há data marcada para que isso aconteça. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
