Reproduzir uma espécie ainda pouco conhecida pela ciência é um desafio que exige dedicação e cuidado especializado. No Parque das Aves, em Foz do Iguaçu (PR), esse trabalho alcançou um resultado histórico: o nascimento de 17 filhotes de perereca-rústica (Pithecopus rusticus). Essa conquista representa um avanço importante para a conservação dessa espécie ameaçada de extinção.
O resultado mostra o esforço do Parque das Aves para contribuir para uma população de segurança da espécie sob cuidados humanos. Com 32 anos de atuação e uma trajetória de investimentos em estrutura e conhecimento científico, a instituição amplia as perspectivas de sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção, especialmente aquelas que enfrentam condições críticas em seus ambientes naturais. Em expedições realizadas para estudar a espécie, pesquisadores localizaram apenas cinco indivíduos.
E por ser endêmica da Mata Atlântica, a perereca-rústica ocorre exclusivamente nesse bioma. Ainda existem desafios importantes no conhecimento sobre sua biologia, comportamento e reprodução, o que torna o trabalho científico fundamental para orientar estratégias de conservação. Nesse cenário, o nascimento de uma nova geração é um passo importante para o futuro da espécie e demonstra a contribuição do Parque das Aves para sua conservação.
O desafio de reproduzir uma espécie pouco conhecida pela ciência Para espécies ameaçadas de extinção, compreender as condições necessárias à reprodução é uma etapa fundamental do trabalho. No caso da perereca-rústica, esse desafio é ainda maior devido à quantidade limitada de informações sobre seu comportamento e suas necessidades biológicas. No Parque das Aves, a reprodução envolve acompanhamento especializado e práticas de manejo para oferecer condições adequadas aos indivíduos mantidos sob cuidados humanos.
A equipe acompanha os adultos, observa comportamentos reprodutivos e monitora os ovos e o desenvolvimento dos filhotes. Cada fase permite entender melhor a espécie e aperfeiçoar o cuidado. Filhote de perereca-rústica.
Divulgação/Parque das Aves. Foi a partir desse esforço que a instituição alcançou o nascimento de 17 filhotes de perereca-rústica gerados por pais sob cuidados humanos, um resultado inédito que amplia o conhecimento sobre a reprodução da espécie nessas condições. Isso também demonstra a importância da continuidade do trabalho científico, especialmente quando o objetivo é estabelecer populações capazes de contribuir para a conservação no longo prazo.
Uma rede de instituições dedicada ao futuro da perereca-rústica A conservação da espécie envolve esforços que vão além do trabalho realizado sob cuidados humanos. O Parque das Aves integra o Projeto Perereca-rústica, desenvolvido em colaboração com instituições como o Zoológico de São Paulo, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN/ICMBio) e a Universidade Federal de Santa Maria.
Dentro desse esforço coletivo, o Parque das Aves contribui especialmente com sua estrutura e experiência no manejo. Essa iniciativa reúne conhecimentos e experiências de diferentes áreas para ampliar as informações científicas sobre a espécie, acompanhar sua situação na natureza e desenvolver estratégias que contribuam para sua sobrevivência.
Os resultados alcançados em Foz do Iguaçu demonstram a importância dessa colaboração, especialmente diante dos desafios enfrentados por espécies ameaçadas e ainda pouco estudadas. Experiência e conhecimento científico a serviço das espécies ameaçadas Fundado em 1994, o Parque das Aves construiu uma trajetória dedicada ao cuidado animal e à conservação da biodiversidade, com foco especial nas espécies da Mata Atlântica.
Ao longo de seus 32 anos, a instituição ampliou suas estruturas e desenvolveu conhecimentos técnicos que contribuem para o manejo e a reprodução de espécies ameaçadas de extinção. Equipes especializadas acompanham as necessidades dos animais e adaptam as práticas de manejo às características de cada espécie. A experiência acumulada pela instituição também é acompanhada por reconhecimentos internacionais relacionados às boas práticas de cuidado animal e conservação.
Entre eles está a acreditação da Associação Latino-Americana de Parques Zoológicos e Aquários (ALPZA), recebida inicialmente em 2019 e posteriormente renovada. O processo considera critérios relacionados ao bem-estar animal, manejo, conservação, educação, segurança e sustentabilidade. A acreditação da ALPZA é reconhecida pela Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (WAZA), reforçando a importância da adoção de padrões internacionais de qualidade.
Sobre o Parque das Aves O Parque das Aves, que possui um centro de conservação focado em espécies da Mata Atlântica e atua no acolhimento de animais resgatados, é o atrativo mais visitado do Paraná depois das Cataratas e possui mais de 30 anos de história.
Há anos com o selo Travellers’ Choice, e em primeiro lugar na lista dos mais indicados do Brasil, ambos pelo TripAdvisor, o Parque também se destaca pela gastronomia, com o Restaurante Sabores da Floresta premiado no Festival Bom Gourmet em 2026, reforçando a experiência como um dos destaques para quem visita Foz do Iguaçu.
Como instituição privada, os visitantes promovem a continuidade do trabalho do atrativo por meio da visita ao Parque, do consumo nos restaurantes do Complexo Gastronômico (Restaurante Sabores da Floresta, Bistrô da Mata e Café da Praça) e das compras na Loja de souvenirs.
