Imagens mostram como é a fazenda A Justiça negou o pedido de segredo de justiça no processo que envolve a venda de uma fazenda por R$ 25 milhões ao cantor Alexandre Pires. O imóvel rural fica em Dianópolis, na região sudeste do Tocantins. A decisão levou em conta que o interesse jornalístico “não se confunde com violação à intimidade”.
📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A disputa judicial surgiu após o sócio Renato Junio Pinto Guimarães alegar ter sido excluído da negociação e afirmar que não recebeu a parte que lhe caberia no negócio. A ação envolve a venda do Lote 8 da Fazenda Buriti, que pertence a uma sociedade rural de fato formada por Renato, Gabriel Alves de Freitas e Matheus Alves de Freitas. Em decisão expedida nesta quarta-feira (16), a Justiça negou o pedido de reconsideração feito pelo cantor.
O magistrado considerou o pedido excessivo e apontou que o interesse da imprensa na repercussão do caso não configura, por si só, violação indevida à intimidade. Também relembrou o princípio constitucional da publicidade e destacou que a legislação não prevê tratamento processual privilegiado ou diferenciado para pessoas públicas ou celebridades. A defesa de Gabriel e Matheus foi procurada pelo g1, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
A defesa do cantor também foi procurada e ainda não havia se manifestado.
Alexandre Pires na gravação ao vivo do álbum 'Latin lover' Divulgação LEIA MAIS Fazenda adquirida por Alexandre Pires por R$ 25 milhões vira disputa na Justiça; entenda Entenda disputa judicial envolvendo venda de fazenda de R$ 25 milhões a Alexandre Pires O juiz Rodrigo da Silva Perez Araujo autorizou, entretanto, que o artista solicite sigilo restrito e individualizado apenas para documentos específicos e comprovadamente sensíveis, como contratos ou documentos que envolvam terceiros.
Os pedidos serão analisados pelo juízo. Negociação e venda Na sociedade de fato rural, o grupo seria responsável pela gestão das fazendas Catarina, Sempre Verde, Arara Preta e do Lote 8 da Fazenda Buriti. Conforme Renato Junio, a divisão operacional do grupo era definida da seguinte forma: ele gerenciava diretamente as fazendas, enquanto os réus ficavam responsáveis pela parte administrativa e documental.
Renato entrou na Justiça após tomar conhecimento de que a venda do Lote 8 da Fazenda Buriti para Alexandre Pires havia sido concretizada entre Gabriel e Matheus. Ele afirma não ter recebido a parte que lhe caberia no negócio. A defesa do sócio Renato Junio afirma que o cantor visitou o Lote 8 mais de uma vez e que o próprio Renato chegou a apresentar a propriedade a Alexandre antes de a compra ser efetivada.
Ele sustenta que tinha direito a um terço da propriedade e que o negócio com o cantor foi feito sem seu consentimento. Renato pede a anulação dessa parte da venda. Em agosto, a Justiça recebeu novos documentos apresentados pelas partes e acionou o MPTO após uma escalada do conflito.
O objetivo é apurar possíveis crimes relacionados aos fatos narrados no processo. Renato apresentou à Justiça informações, incluindo um vídeo, fotos e um boletim de ocorrência, após um confronto físico com os sócios. Ele afirma que, em julho, os dois invadiram uma de suas fazendas e levaram maquinários.
Segundo Renato, após alguns dias, eles retornaram à propriedade e soltaram 11 animais do seu gado em direção à rodovia. No dia 27 de agosto, foi realizada uma audiência de conciliação sobre a venda do lote da fazenda para o artista Alexandre Pires, mas as partes não chegaram a um acordo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
