Anel Rodoviário de Belo Horizonte, na altura da Praça São Vicente, em BH Reprodução/TV Globo A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em definitivo o projeto que autoriza a prefeitura a contratar um empréstimo de até R$ 1 bilhão para obras no Anel Rodoviário. A proposta recebeu 36 votos favoráveis e quatro contrários nesta terça-feira (15). O dinheiro poderá ser obtido junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics, ou a outra instituição financeira.

O texto agora passa pela redação final e, depois, segue para sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Entre as intervenções previstas pela prefeitura estão a ampliação de viadutos, adequações de alças de acesso, recuperação e construção de passarelas e obras para eliminar pontos de afunilamento. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, uma nova área de escape e três passarelas estão previstas para serem entregues em 2027.

O que está previsto para o Anel De acordo com a prefeitura, as intervenções devem se concentrar principalmente na Praça São Vicente, nos viadutos Teresa Cristina e São Francisco e na região do viaduto e dos acessos da Avenida Amazonas e da BR-040. A meta da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura é reduzir em 40% o número de acidentes com vítimas no Anel Rodoviário até 2030. De janeiro a junho deste ano, foram registrados 345 acidentes com vítimas na via, segundo dados da prefeitura.

A gestão do Anel Rodoviário, que antes era de responsabilidade da União, foi transferida para o município em junho de 2025. Na justificativa enviada à Câmara, a prefeitura afirmou que a via precisa passar por uma reestruturação para conciliar a circulação de cargas com o trânsito urbano. Quando o projeto ainda estava em primeiro turno, o Executivo também apontou problemas como afunilamentos e a necessidade de ampliar viadutos, adequar alças de acesso e recuperar ou construir passarelas.

Regras para uso do empréstimo O projeto sofreu alterações durante a tramitação na Câmara. O texto aprovado estabelece diretrizes para a aplicação do dinheiro, como priorizar intervenções em áreas de maior vulnerabilidade social e urbana e melhorar as condições de acessibilidade da via. Também está prevista a divulgação, em meio eletrônico de acesso público, de informações sobre a aplicação dos recursos.

Outra mudança estabelece regras para o uso de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como contragarantia do empréstimo. Votação O projeto foi aprovado em definitivo por 36 votos a quatro. O líder do governo na Câmara, Bruno Miranda (PDT), defendeu que o financiamento permitirá à prefeitura avançar nas obras de mobilidade e melhorar a segurança e a fluidez do trânsito no Anel Rodoviário.

Já o vereador Uner Augusto (PL), que votou contra a proposta, argumentou que os custos das intervenções não deveriam ficar exclusivamente com Belo Horizonte e defendeu que o Anel seja discutido também no âmbito da Região Metropolitana.