Parte de marquise desaba em prédio de antiga agência da Caixa em Fortaleza O proprietário do imóvel onde funcionava uma antiga agência da Caixa Econômica Federal, em Fortaleza, onde parte da marquise desabou na manhã desta sexta-feira (6), foi autuado pela Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) pela falta de fechamento e conservação. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O acidente ocorreu por volta de 4h em um edifício entre as ruas Barão de Studart e Dom Expedito Lopes.
A agência estava desativada desde maio de 2023, mas era alvo de invasões, furtos e depredações, segundo moradores. LEIA TAMBÉM: Parte de marquise desaba em prédio de antiga agência da Caixa em Fortaleza Brasileira recupera dinheiro bloqueado por crise em banco digital no Paraguai Em nota, a Agefis disse que "realizou fiscalização no imóvel e autuou o proprietário pela falta de fechamento e conservação, conforme previsto no Art.
885 do Código da Cidade (Lei Complementar nº 270/2019), que classifica a conduta como infração grave". "A agência reforça que o proprietário do imóvel também já havia sido autuado em setembro por irregularidades relacionadas à conservação da calçada", disse o órgão. Conforme testemunhas, além da depredação, criminosos constantemente furtavam itens e objetos da estrutura do local.
Até o momento, não há registro de vítimas. O trânsito na região também ficou complicado após o acidente. Uma equipe da Polícia Militar foi acionada e está no local.
Prisões Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que prendeu, em outubro, dois homens, de 34 e 47 anos de idade, suspeitos de furtar material do prédio. A pasta informou que câmeras de segurança flagraram os dois subtraindo pedaços de alumínio do imóvel. Com eles, os policiais apreenderam um carrinho de supermercado e cinco pedaços de alumínio, informou a pasta.
A pasta não informou se o material furtado dava sustentação à marquise, levando ao colapso da estrutura. Os dois presos vão responder por furto qualificado. Relato de moradores Moradores denunciam descaso em prédio de antiga agência da Caixa em Fortaleza O receio da população é que a estrutura inteira colapse, além de possíveis retaliações por causa das denúncias realizadas.
Conforme testemunhas ouvidas na manhã desta sexta (6) pela equipe da TV Verdes Mares, o barulho do desabamento foi alto. "Foi em torno de 4h. Essa situação já vem acontecendo há um bom tempo.
Nossa preocupação é que se torne mais insustentável, porque já tivemos situações de gritos aqui dentro do prédio, de pessoas correndo por causa de briga. A gente tem medo de se tornar uma cracolândia, porque o comportamento deles é bem agressivo", relatou um morador da região. "Já tivemos situações de moradores aqui do nosso prédio ameaçados por faca, completa.
De acordo com outra testemunha, a polícia já foi ao local em outras situações, a partir de denúncias de moradores. "O problema é que eles me dizem que eles não podem prender as pessoas. Então há o flagrante, mas depois eles se dissipam, se espalham pelo quarteirão e quando a polícia vai embora, meia hora, uma hora depois, todo mundo volta.
A gente está de mãos atadas (...) Se a polícia vem e não pode prender, aí fica aqui a minha pergunta como cidadã, o que é que vai ser feito em relação a isso daí?", indaga a moradora. Conforme apuração da TV Verdes Mares no local, havia vigilância no prédio, mas os dois profissionais de segurança foram ameaçados e expulsos pelos criminosos que atuam no espaço. Acidente foi registrado na madrugada desta sexta (6).
Reprodução De acordo com a Caixa, o imóvel onde ficava a antiga agência era alugado. Em nota, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) disse que realizou fiscalização no imóvel e autuou o proprietário pela falta de fechamento e conservação, conforme previsto no Art. 885 do Código da Cidade (Lei Complementar nº 270/2019), que classifica a conduta como infração grave.
"A agência reforça que o proprietário do imóvel também já havia sido autuado em setembro por irregularidades relacionadas à conservação da calçada. Em relação a situações envolvendo invasões, furtos e depredações, a Agefis ressalta que a apuração dessas ocorrências é de competência dos órgãos de segurança pública", informou o órgão. Prédio desativado antes e depois de desabamento de marquise em Fortaleza.
Reprodução Ocorrência de risco de desabamento Segundo moradores, a situação de abandono não é recente. O problema, inclusive, já era monitorado pela Defesa Civil de Fortaleza (DCFor). Na manhã desta sexta (6), uma equipe foi até o local e realiza uma nova vistoria.
O proprietário foi identificado e notificado a realizar as obras necessárias para a eliminação dos riscos apresentados. "Anteriormente, no dia 29 de outubro, a DCFor já havia atendido a uma ocorrência de risco de desabamento no mesmo lugar. No local existe um prédio comercial em aparente estado de abandono, sem portas e janelas e com desprendimento de partes da estrutura em alguns pontos.
O perímetro em risco, próximo à calçada com circulação de pedestres, foi isolado com fita zebrada", informou o órgão. O acidente ocorreu por volta de 4h em um edifício entre as ruas Barão de Studart e Dom Expedito Lopes. Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares (SVM) Trânsito Uma parte do material caído ocupa calçadas e trecho de uma rua, dificultando a passagem de veículos.
Em nota, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) disse que está com agentes no local e realizou o isolamento da área, com o bloqueio da Rua Dom Expedito Lopes, no cruzamento com a Rua Silva Paulet. Com a interdição, os condutores que trafegam pela Rua Dom Expedito Lopes devem dobrar à esquerda na Rua Silva Paulet. "A AMC atua no controle do tráfego e presta suporte operacional às intervenções necessárias, além de dar apoio às equipes da Defesa Civil", disse o órgão.
Conforme testemunhas, além da depredação, criminosos constantemente furtavam itens e objetos da estrutura do local. Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares (SVM) Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
