Câmara de Vereadores do Rio discute orçamento da Prefeitura para 2027 A proposta de orçamento da Prefeitura do Rio para 2027, apresentada na Câmara de Vereadores do Rio, prevê um corte de mais da metade dos recursos destinados à Secretaria Municipal de Habitação e uma redução de 7,6% na verba para Meio Ambiente. Na direção oposta, a área de Segurança Urbana terá orçamento previsto de R$ 1,15 bilhão, em meio ao planejamento de ampliação da Força Municipal.

📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A Câmara Municipal começou a discutir nesta semana o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o próximo ano. O texto prevê receitas e despesas de R$ 55 bilhões, em um cenário de equilíbrio entre arrecadação e gastos. Os valores ainda podem ser alterados durante a tramitação, já que os vereadores têm a possibilidade de apresentar emendas antes da votação em plenário.

Palácio Pedro Ernesto, no Centro do Rio Reprodução Habitação pode perder mais da metade dos recursos Um levantamento do gabinete do vereador Fernando Armelau (PL) aponta que a Secretaria Municipal de Habitação deve passar de um orçamento de R$ 383 milhões, previsto para este ano, para R$ 189 milhões em 2027. A redução representa uma queda de aproximadamente 50,7%. O corte ocorre em uma área que enfrenta um dos principais déficits habitacionais da cidade.

Dados da Fundação João Pinheiro, utilizados pela própria prefeitura no Plano Municipal de Habitação de Interesse Social, apontam um déficit de cerca de 200 mil residências no município. Quando também são consideradas as moradias inadequadas, o número chega a 700 mil. Meio Ambiente deve ter redução Outra área que pode receber menos recursos é a de Meio Ambiente.

A proposta orçamentária prevê uma redução de 7,6% na verba da secretaria em relação à Lei Orçamentária deste ano. Durante a discussão do orçamento na Câmara, o vereador William Siri (PSOL) chamou a atenção para a necessidade de investimentos em infraestrutura e adaptação da cidade às mudanças climáticas. "Eu acho que a cidade do Rio de Janeiro precisa de uma transformação na sua infraestrutura, compreendendo que não só é o El Nino, né?

Mas nós estamos vivendo uma mudança climática e as cidades precisam estar resilientes e adaptadas para isso", comentou o vereador. VISTA CHINESA - Do mirante em estilo chinês localizado dentro do Parque Nacional da Floresta da Tijuca é possível apreciar as belezas da cidade por vários ângulos. De lá, é possível ver os principais cartões postais do Rio.

Ricardo Zerrener/RioTur Segurança Urbana valorizada Na outra ponta, a recém-criada Secretaria Especial de Segurança Urbana terá previsão de R$ 1,15 bilhão para 2027. O valor representa o sexto maior orçamento entre as secretarias municipais. Entre as metas apresentadas pelo secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, está a formação de 600 novos agentes da Força Municipal.

A expectativa é que, com a incorporação dos novos profissionais, mais de 1,5 mil agentes estejam nas ruas no próximo ano. Segundo o secretário, os 600 candidatos já foram aprovados em etapas como teste de aptidão física, avaliação psicotécnica e investigação social. "Nosso planejamento se mantém para 4,2 mil agentes da Força Municipal até o final de 2028.

Nós temos já formados 920 agentes bem-preparados, bem formados, bem equipados. Nós já temos 600 agentes pré-aprovados, ou seja, que já passaram pelo teste de aptidão física, já passaram pelo teste psicotécnico, pela investigação social, então estão prontos", comentou o secretário. Orçamento total de R$ 55 bilhões A proposta enviada à Câmara prevê R$ 55 bilhões tanto em receitas quanto em despesas para 2027.

Além da Segurança Urbana, outras áreas terão aumento de recursos. A Educação deve receber quase 11% a mais em relação à Lei Orçamentária deste ano. Já a Secretaria de Transportes tem previsão de crescimento de 26%.

As secretarias de Saúde, Conservação e Serviços e Infraestrutura também estão entre as pastas com os maiores orçamentos previstos. Treinamento da Força Municipal do Rio Reprodução/TV Globo O projeto segue em discussão na Câmara. Durante a tramitação, os 51 vereadores poderão apresentar emendas à proposta.

O vereador Wellington Dias (PDT), vice-presidente da Comissão de Orçamento, afirmou que as audiências públicas são uma oportunidade para esclarecer dúvidas diretamente com os responsáveis pelas áreas da prefeitura. "É uma oportunidade que nós vereadores temos de estar esclarecendo diretamente com os secretários, tirando dúvidas com relação ao orçamento apresentado", analisou. Ele também explicou que as sugestões dos parlamentares serão analisadas antes de o projeto ser levado ao plenário.

"A gente vai receber todas as emendas dos 51 vereadores e analisar todas para depois então colocar em plenário para votação", completou o vereador.