Candidatos ao Senado por Pernambuco em debate do g1 g1 O g1 promoveu, nesta quarta-feira (2), um debate com candidatos ao Senado por Pernambuco. Com mediação de Márcio Bonfim, o encontro, realizado em estúdio montado na redação da Globo no Recife, começou às 14h e foi transmitido ao vivo no site e nos perfis do portal no YouTube, TikTok e Instagram.
Foram convidados os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional, ou que alcançaram ao menos 5% de intenções de voto na pesquisa Quaest mais recente. Os participantes, em ordem alfabética, foram: Eduardo da Fonte (PP) Humberto Costa (PT) Marília Arraes (PDT) Mendonça Filho (PL) Paulo Rubem Santiago (Rede) Túlio Gadêlha (PSD) A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos candidatos.
Leia: Eduardo da Fonte (PP) "Eu tenho tido agora a oportunidade de ser um dos coautores do fim da escala seis por um."
g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: O site oficial da Câmara cita Eduardo Fonte (PP-PE), que é deputado federal, entre os 226 deputados listados como "autor" da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025, apresentada em 25 de fevereiro por Erika Hilton (PSOL-SP). A escala 6x1 prevê que as 44 horas semanais de trabalho sejam distribuídas em seis dias de atividade, com somente uma folga (preferencialmente, no domingo).
Já a PEC do fim da 6x1 estipula uma jornada semanal de 40 horas de trabalho. O objetivo é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal, sem a possibilidade de redução salarial. Em 27 de maio, a Câmara aprovou a PEC.
O texto, então, seguiu para análise no Senado. Nesta quarta-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou o dispositivo. Agora, ele precisa ser votado e aprovado em dois turnos no plenário da Casa.
"Hospital Oswaldo Cruz [no Recife], que é o quarto melhor hospital SUS do Brasil."
g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Na cerimônia de entrega do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil 2026, realizada em 29 de maio de 2026 e promovida pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), foram divulgados dois rankings: o ‘Melhores Hospitais Públicos do Brasil’, o Hospital Oswaldo Cruz não aparece entre os 10 melhores colocados; e o “Melhores Hospitais na Avaliação dos Usuários”, no qual a unidade do Recife realmente ficou na quarta posição.
Este segundo levantamento foi uma pesquisa de satisfação conduzido pelo Instituto DataSenado, que ouviu, por telefone, pacientes ou acompanhantes.
O site do Ibross lista o top ten da categoria: pódio o Hospital Regional de Piracicaba (SP); em 1º; o Hospital Universitário Walter Cantídio (CE), em 2º; e oHospital de Transplantes do Estado de São Paulo (SP), em 3º; Hospital Oswaldo Cruz (PE), em 4º; Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes (ES); em 5º; Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; em 6º; Hospital Estadual de Américo Brasiliense (SP), em 7º; Hospital Regional de Registro (SP), em 8º; Hospital Municipal da Vila Santa Catarina (SP), em 9º; e Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé (MS), em 10º.
Por outro lado, na avaliação que não depende do público, o ranking “Melhores Hospitais Públicos do Brasil”, contou com um processo de avaliação que começou com 5.279 hospitais. Eentre eles, foram selecionadas unidades públicas com mais de 50 leitos e atendimento exclusivamente voltado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Após a aplicação dos critérios técnicos, chegou-se à lista dos 100 melhores hospitais públicos brasileiros, da qual saíram os 10 primeiros colocados.
A cerimônia de entrega foi realizada pelo Ibross em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
O top ten da lista é este: Hospital Estadual de Sumaré (SP), em 1º; Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (GO), em 2º; Centro de Referência da Saúde da Mulher (SP), em 3º; Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo (SP); em 4º; Hospital e Maternidade Municipal Dr.
Odelmo Leão Carneiro (MG), em 5º; Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (SP), em 6º; Hospital Geral de Itapecerica da Serra (SP), em 7º; Hospital Estadual de Sapopemba (SP), em 8º; Hospital Municipal Cidade Tiradentes (SP), em 9º; e Hospital Geral de Itapevi (SP), em 10º. Humberto Costa (PT) "O nosso governo criou o Hospital de Amor para o tratamento de câncer." Selo Fato (Horizontal) g1 A declaração é #FATO.
Veja por quê: Em julho de 2026, o governo federal inaugurou o Hospital de Amor de Garanhuns Dona Lindu, implantado em parceria com a Prefeitura de Garanhuns. A unidade vai oferecer exames para diagnóstico e tratamento do câncer. "Hoje, o [programa] Mais Médicos é feito só por brasileiros."
g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: O Ministério da Saúde disponibiliza em seu site o "Painel Mais Médicos", que concentra informações sobre os profissionais ativos nesse programa. Segundo a atualização mais recente, com data de 10 de agosto de 2026, dos 25.308 profissionais ativos, 22.906 têm nacionalidade brasileira (90,5% do total), e 1.688, cubana (6,6% do total).
Os 714 restantes estão distribuídos em mais de uma dezena de nacionalidades. Mais Médicos foi criado pelo governo federal em julho de 2013, no primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT) para ampliar a presença de médicos na rede pública, com foco em áreas carentes, regiões do interior e periferias das grandes cidades, onde havia escassez de profissionais. A proposta incluía a vinda de médicos estrangeiros sem a exigência de revalidação do diploma e a possibilidade de brasileiros formados no exterior atuarem no país.
Os médicos recebiam bolsa federal de R$ 10 mil e atuavam principalmente na Atenção Primária à Saúde. Como os editais do programa não conseguiam preencher todas as vagas com brasileiros, o governo firmou uma parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A partir de agosto de 2013, médicos cubanos começaram a chegar ao Brasil para ocupar esses postos.
Entre 2013 e 2018, cerca de 20 mil médicos cubanos passaram pelo programa, com pico de 11,4 mil profissionais em atividade ao mesmo tempo, mais de 60% de todo o contingente do Mais Médicos. Em novembro de 2018, logo após a vitória de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições daquele ano, o governo de Cuba anunciou que sairia do Mais Médicos. Em dezembro de 2019, o Mais Médicos foi substituído pelo Médicos pelo Brasil, com regras de funcionamento e participação diferentes.
Com a recondução ao Planalto em 2023, Lula (PT) retomou o Mais Médicos, dando prioridade a profissionais brasileiros. Marília Arraes (PDT) "Sou autora da lei que distribui absorventes."
g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Com autoria da então deputada federal pelo PT Marília Arraes, a versão inicial do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual foi apresentada pela parlamentar em setembro de 2019. A proposta original indicava a distribuição gratuita de absorventes em escolas públicas que ofertam os anos finais do ensino fundamental e o ensino médio.
Mas, ainda na Câmara, onde o texto foi aprovado em agosto de 2021, os deputados ampliaram o dispositivo, prevendo a distribuição também a mulheres de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade. No mês seguinte, o dispositivo foi aprovado no Senado. Em 6 de outubro daquele ano, o presidente da República sancionou a lei que instituiu o programa.
"É o Senado quem escolhe a diretoria do Banco Central [...]."
g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Ao Senado, cabe a aprovação do presidente e dos diretores do Banco Central, mas a indicação e a nomeação são atribuições do presidente da República.
Essa informação consta do artigo 84 da Constituição Federal, segundo o qual "compete privativamente ao Presidente da República [...] nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os governadores de Territórios, o procurador-geral da República, o presidente e os diretores do banco central e outros servidores [...]".
O artigo 4 da Lei Complementar 179, de 24 de fevereiro de 2021, que dispõe sobre a autonomia do BC, também trata desse ponto: "O presidente e os diretores do Banco Central do Brasil serão indicados pelo Presidente da República e por ele nomeados, após aprovação de seus nomes pelo Senado Federal". Mendonça Filho (PL) "Quero lembrar ao candidato Túlio Gadêlha que eu fui vítima de depredação dentro do Ministério da Educação."
g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Mendonça Filho foi ministro da Educação entre 12 de maio de 2016 a 6 de abril de 2018, quando Michel Temer (MDB) era presidente. Em 29 de novembro de 2016, estudantes, centrais sindicais e ativistas políticos se reuniram na Esplanada dos Ministérios para se manifestar contra a votação no Congresso da PEC do Teto de Gastos, que limitou o crescimento dos gastos públicos apenas à variação do indicador de inflação Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O ato teve cenas de confronto entre os manifestantes e a Polícia Militar do Distrito Federal. Os manifestantes quebraram vidros e aparelhos de ar-condicionado dos ministérios do Esporte e Desenvolvimento Agrário e da Educação, arrancaram placas de trânsito, quebraram orelhões e atearam fogo a veículos.
Em um comunicado enviado à imprensa no próprio dia 29 de novembro, a assessoria de imprensa do MEC disse que um grupo de 50 a 100 pessoas invadiu o prédio, vandalizando as áreas internas do MEC: "Foi identificada a destruição de 38 placas de vidro da fachada do prédio, cada uma com 5 metros quadrados, espelhos de fachadas e de elevadores, revestimentos de paredes, divisórias de madeira e de vidro, computadores, câmeras de segurança, balcões de vidro da entrada do prédio, televisores, além de cinco caixas eletrônicos".
Fotos registradas na ocasião mostraram áreas internas do prédio do MEC com cortinas, vidraças e móveis depredados. "Deram 15 anos de cadeia a uma mulher, a Débora do batom, porque pichou a estátua em frente ao Supremo Tribunal Federal." Selo Fake (Horizontal) g1 A declaração é #FAKE. Veja por quê: Em 25 de abril de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Débora Rodrigues dos Santo, conhecida como "Débora do batom", por ter pichado com a frase "Perdeu, mané" a escultura "A Justiça".
A pena foi de 14 anos de prisão por todos os cinco crimes que haviam sido apresentados contra ela na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR): abolição violenta do Estado democrático de Direito (4 anos e 6 meses de prisão); golpe de Estado (5 anos de prisão); dano qualificado (1 ano e 6 meses de prisão); deterioração do patrimônio tombado (1 ano e 6 meses de prisão); e associação criminosa armada (1 ano e 6 meses de prisão).
Os ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Flávio Dino e Carmen Lúcia formaram maioria em favor da soma dos crimes. Luiz Fux defendeu uma punição menor, de 1 ano e 6 meses. E Cristiano Zanin adotou uma posição intermediária, com pena de 11 anos.
Na denúncia, a PGR diz que Débora "praticou os atos de depredação inflada pelos demais e somente se retirou do local após a chegada da polícia para contenção dos invasores que intentavam o golpe de Estado e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, por inconformismo com o resultado das eleições presidenciais de 2022".
No voto da condenação, Moraes citou a participação de Débora no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército de Brasília e na invasão dos prédios públicos da Praça dos Três Poderes.
O ministro afirmou: "Está comprovado, pelo teor do seu interrogatório policial e judicial, bem como pelas provas juntadas aos autos, que DÉBORA RODRIGUES DOS SANTOS buscava, em claro atentado à Democracia e ao Estado de Direito, a realização de um golpe de Estado com decretação de 'INTERVENÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS' e, como participante e integrante da caravanas que estavam no acampamento do QGEx naquele fim de semana e invasor de prédios públicos na Praça dos Três Poderes, com emprego de violência ou grave ameaça, tentou abolir o Estado Democrático de Direito, visando o impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais, tudo para depor o governo legitimamente eleito, com uso de violência e por meio da depredação do patrimônio público e ocupação dos edifícios-sede do Três Poderes da República".
Paulo Rubem (Rede) "Há dez anos, várias mães tiveram crianças com microcefalia, e o diagnóstico correto, feito pela Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], foi que essas mulheres foram contaminadas por falta de infraestrutura, saneamento e abastecimento de água."
g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: O vírus da zika é transmitido principalmente pela picada de mosquitos fêmeas da espécie Aedes aegypti infectados – eles também transmitem dengue e chikungunya. A Em 2015, Pernambuco teve um surto de bebês com microcefalia, com aumento do número de casos de bebês nascidos com a síndrome congênita provocada pelo vírus da zika.
Naquele mesmo ano, a Fiocruz confirmou a associação entre o zika e os casos de microcefalia, após detectar o vírus no líquido amniótico dos bebês e, posteriormente, no cordão umbilical. Em 2016, o engenheiro de saúde pública André Monteiro Costa, pesquisador do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães da Fiocruz de Pernambuco publicou o artigo "A determinação social da microcefalia/Zika", disponível no repositório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O texto cita: "as políticas centrais que determinam essa epidemia [de microcefalia causada por zika], além das políticas seculares que produziram a iniquidade, são as políticas urbanas: habitação, urbanização e saneamento". Segundo esse mesmo estudo, em Pernambuco, estado com maior quantidade de registros naquela epidemia, 77% das famílias estavam na extrema pobreza em 2016, vivendo em áreas marcadas por problemas de abastecimento de água, esgoto, lixo e drenagem.
Já em 2020, o então relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para água e saneamento, Léo Heller, afirmou que o saneamento precário pode favorecer a proliferação do mosquito transmissor do zika. Ele defendeu a melhoria desses serviços como uma das formas de enfrentamento ao problema. Túlio Gadêlha (PSD) "Nossa capital [Recife] é a pior capital do Brasil em resiliência climática."
g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Um estudo coordenado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), e publicado em 15 de julho de 2025, apontou que Recife é a capital do Brasil com a menor "capacidade adaptativa a mudanças climáticas". O levantamento criou o Urban Adaptation Index (UAI), um índice que avalia políticas públicas e instrumentos de planejamento nas áreas de habitação, mobilidade urbana, produção local de alimentos, gestão ambiental e de riscos climáticos em mais de 5,5 cidades do país.
Recife alcançou 0,46 na pontuação do UAI, que varia de zero (baixa capacidade adaptativa) a 1 (alta capacidade). Entre as 26 capitais, as mais bem-posicionas são Brasília (0,95), Belo Horizonte e Curitiba (ambas com 0,98). As três últimas são Aracaju e Boa Vista, com 0,54, e, na pior posição, Recife.
"O presidente Lula ajustou as contas e tem entregue, a cada ano, um país superavitário." Selo Fake (Horizontal) g1 A declaração é #FAKE. Veja por quê: Desde 2023, primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula (PT), o país tem apresentado déficit primário, quando as receitas ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima das despesas, o resultado é de superávit primário.
Os valores não englobam os juros da dívida pública. Dados do Tesouro Nacional indicam que o governo federal terminou 2023, que corresponde ao primeiro ano do terceiro mandato de Lula, com um déficit primário de R$ 230,5 bilhões. De acordo com o Tesouro, gastos não previstos no orçamento de 2023 explicaram o resultado, como pagamento extraordinário de precatórios, que totalizaram R$ 92 bilhões em dezembro daquele ano.
Ao fim de 2024, o Tesouro Nacional registrou déficit primário de R$ 43 bilhões. O resultado foi impulsionado pelo crescimento das despesas obrigatórias e pela liberação de créditos extraordinários — voltados às emergências no Rio Grande do Sul, no Pantanal e na Amazônia, além de verbas destinadas ao Judiciário e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Em 2025, o mesmo órgão levantou um déficit primário do governo federal equivalente a R$ 58,65 bilhões, o que inclui um déficit agregado das estatais avaliado em R$ 5,9 bilhões. Somados, os três primeiros anos do terceiro mandato de Lula totalizam um déficit primário de R$ 380,15 bilhões. Participaram da checagem: Aline Freitas, Fernanda Bastos, Jorge Fofano, Mel Trench, Nayara Felizardo, Paulo Veras, Pedro Alves Júnior e Roney Domingos.
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