Pesquisadores encontram peças do período colonial em São Tomé do Pacuí As obras de pavimentação do ramal entre a comunidade de São Tomé e o distrito de Santa Luzia do Pacuí, localizado a cerca de 130 km de Macapá, revelaram novos artefatos de uma antiga aldeia indígena. No local, pesquisadores resgataram fragmentos cerâmicos de um espaço destinado a sepultamentos. Os pesquisadores acreditam que os vestígios encontrados sejam dos séculos XVII, XVIII ou XIX (17, 18 ou 19).

A descoberta aconteceu no Sítio Ecológico São Tomé, durante os serviços de licenciamento ambiental para a infraestrutura da região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Segundo o arqueólogo do Núcleo de Pesquisas Arqueológicas (NuPArq), Rafael Stabile, moradores locais encontravam com frequência vasilhas de cerâmica em quintais, ruas e obras na comunidade. “O sítio é conhecido desde a década de 1990 e se estende por uma área estimada em 21 hectares para além do rio São Tomé.

As análises atuais revelaram que o espaço abrangia um território muito maior do que era previsto”, destacou o especialista. LEIA MAIS: Obras em rodovia no Amapá revelam antigo cemitério indígena com urnas e ossos de até mil anos Sítio Arqueológico São Tomé do Pacuí é um sítio cerâmico a céu aberto no Amapá Divulgação/NuPArq O sítio é conhecido por urnas funerárias, objetos de cerâmica moldada e peças de pedra polida por fricção.

A extensão do terreno e a variedade do acervo confirmaram a existência de um povoamento indígena muito mais antigo do que apontavam os estudos anteriores. Pesquisa acompanha obras de pavimentação As escavações e estudos fazem parte do processo de licenciamento ambiental da pavimentação entre São Tomé e Santa Luzia do Pacuí. As obras já foram autorizadas e devem ocorrer junto com as pesquisas arqueológicas, o que deve permitir identificar e preservar os artefatos encontrados.

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