Chuva deve atingir região do Baixo Amazonas nos próximos dias, mas não encerra período de seca Reprodução/Rede Social Municípios do Baixo Amazonas estão sob alerta para chuvas intensas nesta terça-feira (29), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos de 40 a 60 km/h. Há baixo risco de alagamentos, queda de galhos, interrupção no fornecimento de energia e descargas elétricas.
✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O alerta inclui municípios como Alenquer, Almeirim e outros da região do Baixo Amazonas. A previsão ocorre após dias de estiagem e temperaturas elevadas, quando algumas cidades da região já registraram pancadas de chuva isoladas, enquanto Santarém ainda enfrenta um período de pouca precipitação.
Segundo o meteorologista Lucas Schwarcz, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), áreas de instabilidade que se formam no norte da América do Sul começaram a se aproximar da região. Na semana passada, essas instabilidades provocaram chuva em Oriximiná. Nos últimos dias, chegaram mais próximas de municípios como Belterra, Mojuí dos Campos, Alenquer e Monte Alegre.
Em Santarém, porém, a chuva ainda não atingiu a mesma intensidade. “A região de Santarém ainda não foi impactada. O que pode acontecer entre a noite de hoje e o início da manhã de terça-feira é que algumas pancadas de chuva podem acontecer aqui na região”, explicou o meteorologista.
A ocorrência de chuva, no entanto, não significa que a estiagem chegou ao fim. De acordo com Lucas Schwarcz, as pancadas previstas devem ser rápidas e isoladas, podendo inclusive ocorrer em algumas áreas e não em outras. Chuva não encerra período seco O Baixo Amazonas ainda está no período mais seco do ano.
Segundo o meteorologista, a atuação do El Niño contribui para a redução da formação de nuvens e de chuva na região. Por isso, mesmo que ocorram pancadas nos próximos dias, a tendência é de continuidade do período seco. “Qualquer chuvinha que cair não marca o fim desse período seco.
Só marca que aconteceu uma chuva em função desse sistema meteorológico do norte da América do Sul que se aproxima sobre nós”, explicou. A estiagem também mantém o risco de incêndios florestais elevado. A vegetação está seca após cerca de dois meses sem uma chuva considerada efetiva na região de Santarém.
O meteorologista alerta que até pequenas queimadas podem sair de controle nessas condições. “Um fogo pequeno pode se alastrar para um incêndio maior em função de a vegetação estar muito seca”, afirmou. Qualidade do ar pode continuar prejudicada Além do risco de incêndios, a falta de chuva tem impacto direto na qualidade do ar.
Segundo o pesquisador da Ufopa, a região de Santarém vem registrando aumento na concentração de aerossóis atmosféricos, relacionados principalmente à fumaça de queimadas. Parte desse material pode ser transportada pelos ventos de outras áreas da Amazônia até o oeste do Pará. Uma chuva, mesmo que rápida, pode melhorar temporariamente a qualidade do ar ao retirar parte dessas partículas da atmosfera.
No entanto, o efeito tende a ser limitado se as precipitações continuarem isoladas. Nível dos rios deve continuar baixando A previsão de chuva também não deve ser suficiente para recuperar imediatamente os níveis dos rios da região. Segundo Lucas Schwarcz, a expectativa é de que os rios continuem baixando ao longo das próximas semanas, já que outubro ainda deve registrar pouca chuva.
“A expectativa é que o nível dos rios siga caindo. A gente ainda tem outubro todo de um período bem seco para o rio cair”, explicou. Por isso, a ocorrência de chuva em municípios do Baixo Amazonas nos próximos dias deve ser encarada como uma mudança pontual nas condições do tempo, e não como o fim da estiagem.
Recomendações O Inmet orienta que, durante as rajadas de vento, a população evite ficar embaixo de árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é recomendado evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados diretamente à tomada durante as tempestades. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
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