Ex-deputado dos EUA, brasileiro George Santos comparece a tribunal em Nova York onde se declarou culpado em caso de corrupção em 19 de agosto de 2024. AP Photo/Stefan Jeremiah A plataforma de mercado de previsões Kalshi anunciou o banimento permanente do ex-deputado americano George Santos, que é filho de imigrantes brasileiros. Ele já havia sido multado e proibido temporariamente de usar o serviço após uma investigação regulatória sobre fraude em suas apostas.
Segundo a empresa, é a primeira vez que aplica a expulsão definitiva a um usuário. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A denúncia ocorreu após a Kalshi identificar operações feitas por Santos antes do discurso do presidente Donald Trump sobre o Estado da União, em 24 de fevereiro. O ex-deputado havia afirmado repetidamente que participaria do evento e, na véspera, a plataforma estimava em quase 75% a probabilidade de sua presença.
Poucos minutos depois do início do discurso, Santos publicou no X que havia sido retido no aeroporto e não conseguiria comparecer. A publicação provocou acusações nas redes sociais de que ele teria apostado contra a própria presença no evento para lucrar com a informação. A Kalshi também comunicou as operações à Commodity Futures Trading Commission (CFTC), órgão regulador americano responsável pela supervisão dos mercados de derivativos.
A agência vinha aumentando a fiscalização sobre possíveis casos de uso de informação privilegiada em mercados de previsões. Santos negou ter conhecimento da investigação. Em entrevista à NPR, também se recusou a confirmar ou negar que tivesse uma conta na Kalshi.
"Não estou dizendo que sim, nem dizendo que não", afirmou. Em março, o ex-deputado comentou as acusações em seu podcast e disse que algumas pessoas haviam perdido dinheiro com as apostas. Segundo ele, o episódio mostraria como os mercados de previsões podem ser "frágeis".
O caso ocorre em meio ao aumento da fiscalização sobre plataformas como Kalshi e Polymarket. Legisladores americanos têm pressionado as empresas a adotar medidas contra operações baseadas em informações privilegiadas. As duas plataformas afirmam que comunicam negociações suspeitas às autoridades.
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