Agosto de 2026 foi o mês mais quente já registrado no planeta, segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. O mês registrou uma temperatura de 1,65°C acima da média pré-industrial, marcando o primeiro mês acima de 1,5°C desde novembro de 2025. O boletim ainda mostrou que o verão boreal, vivido na parte do globo entre os meses de junho, julho e agosto foi, globalmente, tão quente quanto o de 2024, até agora o mais quente da série histórica.
Na Europa, o trimestre ficou em terceiro lugar entre os mais quentes já registrados para o continente como um todo, mas foi o mais quente de todos os tempos para a Europa Ocidental especificamente. Oceanos também acumulam recordes Além do ar à superfície, o boletim aponta recorde na temperatura da superfície do mar nas áreas oceânicas fora das regiões polares.
Em agosto, essas águas atingiram a marca mais alta já registrada não apenas para o mês, mas para qualquer mês do calendário desde o início da série histórica do Copernicus. Como os oceanos armazenam grande parte do calor excedente do sistema climático, o aquecimento de suas camadas superficiais costuma se refletir depois em fenômenos como intensificação de furacões, alterações em correntes marítimas e branqueamento de recifes de coral.
