Médica agredida em Santa Fé do Sul recebe alta e suspeito passa por custódia A recuperação de um grande trauma costuma ser lenta, mas ganha contornos ainda mais delicados quando o agressor é o próprio companheiro da vítima. Mais de um mês após ter os dentes quebrados ao ser espancada pelo namorado em Santa Fé do Sul (SP), a médica Maria Eduarda Oliveira, de 25 anos, relembra os momentos de dor física e emocional.

No dia 29 de agosto, ela foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto (SP) após ser alvo de socos, chutes, empurrões e ter alguns dentes quebrados durante uma crise de ciúmes de João Carlos Romero. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Médica de Santa Fé do Sul (SP) que foi espancada pelo namorado relembra dor física e emocional Arquivo Pessoal Depois do crime, o suspeito fugiu e chegou a atropelar uma idosa com o carro.

Assista ao vídeo acima. No dia 1º de setembro, foi localizado em um vagão de um trem em movimento antes de ser contido pelas equipes de segurança em Valentim Gentil (SP). Romero estava sem roupas e transtornado quando foi encontrado.

As agressões em Maria Eduarda causaram traumatismo craniano, ferimentos pelo corpo e a necessidade de reconstrução dos quatro dentes frontais. A médica recebeu alta do hospital no dia 2 de outubro.

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"Existe uma diferença enorme entre conhecer, como médica, os procedimentos, os riscos e as etapas de um tratamento e vivenciar tudo isso como paciente. Quando estamos do outro lado, percebemos de uma maneira muito concreta a vulnerabilidade, a dependência e o medo que acompanham uma situação grave de saúde. No início, meu foo era sobreviver", declarou a médica.

O processo de reabilitação odontológica e física é acompanhado de perto por especialistas. Segundo Maria Eduarda, a reconstrução dentária vai além do aspecto estético. "Envolve função, alimentação, fala, dor e a relação que a pessoa passa a ter com a própria imagem depois de um trauma.

A reconstrução física caminha junto com a reconstrução emocional", detalhou a médica.

Médica Maria Eduarda Oliveira é formada em medicina em Santa Fé do Sul (SP) Maria Eduarda Oliveira/Arquivo pessoal Ciúmes, fuga e prisão do suspeito João Carlos Romero, suspeito de espancar a namorada, uma médica de 25 anos, e atropelar mulher de 62 anos durante a fuga, em Santa Fé do Sul (SP) foi preso nesta terça (1º) sem as roupas, em área rural de Valentim Gentil Fotos: Polícia Militar/Reprodução-Redes sociais O relacionamento da médica com Romero completaria quatro meses na época do crime.

À reportagem, Maria Eduarda confessou que o namorado era ciumento, mas nunca havia sido violento. Ele teve a prisão mantida pela Justiça após audiência no dia 2 de setembro. Saber da reclusão de João Carlos trouxe alívio à vítima, o que lhe permitiu mais atenção ao processo de recuperação.

"Foi um período de muita fragilidade física e emocional. Hoje consigo olhar para aquele momento com alguma distância, mas ainda é um processo. A recuperação não terminou quando deixei a UTI ou quando recebi alta.

Ela continua acontecendo todos os dias", relembra a vítima. Fortalecida após apoio da família, de amigos e até mesmo de desconhecidos que se manifestaram por meio das redes sociais, Maria Eduarda planeja retomar a rotina e os projetos profissionais de forma gradual. Entretanto, ressalta que as marcas físicas e emocionais deixadas pela violência jamais serão totalmente esquecidas.

"Não quero que a minha história termine no que aconteceu comigo. Quero recuperar minha autonomia, minha saúde e retomar minha vida profissional. A medicina continua sendo uma parte muito importante de quem eu sou.

Não quero ser definida exclusivamente pelo episódio de violência que vivi", concluiu. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM