Gaeco cumpre mandados contra grupo que trocava drogas por assinaturas para projeto de lei Sete pessoas suspeitas de integrar uma facção criminosa foram presas preventivamente nesta quarta-feira (28), durante uma operação do Núcleo Regional de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no Norte do Paraná.
De acordo com o Ministério Público (MP-PR), eles buscavam recolher assinaturas para enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei, de iniciativa popular, para flexibilizar as regras de visitas íntimas e conjugais em presídios. Para isso, e como forma de incentivo, ofereciam porções de droga a pessoas que comandavam pontos de tráfico. A cada oito assinaturas coletadas por elas, os investigados cediam 1 g de cocaína, por exemplo.
✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Não há detalhes sobre o texto deste projeto. Contudo, a meta era chegar a 290 mil assinaturas em todo o país. No total, sete pessoas foram presas durante a operação.
RPC A apuração aponta que a facção iria usar um cidadão para apresentar o projeto oficialmente, quando tivesse alcançado o número de apoiadores. "A organização criminosa tem entrado em vários setores, jurídico, parlamentar. Já não é uma facção que só vende drogas.
Nosso trabalho é para desarticular alguns núcleos, trazer paz para a população", disse o promotor José Paulo Montesino. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente. Eles são investigados por favorecimento ao domínio social estruturado e tráfico de drogas.
Além das oito ordens de prisão — sendo que um investigado não foi encontrado por ter fugido ao Paraguai —, foram expedidos oito mandados de busca e apreensão. Eles foram cumpridos em Londrina, Cambé, Cascavel, Piraquara, Avaré (SP) e Marília (SP). Tráfico de drogas Conforme o MP, a estrutura regional da facção era comandada por dois irmãos.
Eles coordenavam as atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à venda de armas e ao "controle disciplinar" dos integrantes. Um deles exercia a função de "Geral da Região 43" — número do DDD da área. Ele passava ordens da cúpula da organização, era responsável por aplicar ou não punições e decidia se aconteceriam transferências internas.
O outro irmão era o "Final 100% do Estado do Paraná". Assim, supervisionava os setores financeiro e operacional da facção. Além disso, coordenava o comércio de drogas a partir da zona sul de Londrina.
Também são investigadas pessoas que realizavam contabilidade, coordenação de pontos de venda de drogas, gestão do tribunal do crime e negociação de armas. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.
