A médica investigada por enviar mensagem orientando outros profissionais de saúde a não dar alta a “pacientes petistas” internadas na enfermaria da Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, foi demitida, segundo informou o hospital. A demissão ocorreu na quarta-feira (7).

✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em nota, Marcella Segato de Sousa Melo afirmou que a mensagem enviada em um grupo privado de profissionais não se transformou em conduta inadequada e que nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada por preferência política. Segundo a médica, todas as pacientes foram avaliadas e receberam alta exclusivamente de acordo com critérios clínicos. Ela também afirmou que, desde 2017, realizou milhares de partos de mulheres com diferentes origens e convicções.

Quando e como aconteceu No dia 2 de outubro, dois dias antes do primeiro turno das eleições, Marcella publicou uma mensagem em um grupo privado de WhatsApp formado por profissionais da maternidade. “Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”, dizia a mensagem, conforme imagens exibidas pela TV Anhanguera. A publicação recebeu reações de 12 participantes do grupo, com emojis de risadas, sinal de positivo e bandeira do Brasil.

Uma pessoa respondeu: “Combinado”. Não foi possível confirmar se algum profissional seguiu a orientação e deixou de conceder alta a alguma paciente por causa de preferência política. O que diz a maternidade Segundo a assessoria da unidade, Marcella era contratada por uma empresa responsável pela prestação de serviços à organização social que administra a maternidade.

O hospital afirmou que as mensagens foram enviadas em um grupo privado de médicos e representavam manifestações pessoais, sem relação com a posição institucional da unidade. A médica havia sido afastada das funções durante a apuração do caso.