Mulher é presa suspeita de ser mentora da morte do próprio marido em Goiatuba A advogada, de 47 anos, presa sob suspeita de mandar matar o marido, o biomédico Aurélio Campos de Oliveira, para ficar com o seguro de R$ 1 milhão, sedou a vítima e enviou um vídeo dele para os demais suspeitos do crime, informou a Polícia Civil. Segundo o delegado responsável pelo caso, Patrick Carniel, a advogada contou com a participação de dois ex-clientes, que teriam executado o crime e ocultado o cadáver.
✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O biomédico foi morto no final de abril deste ano, mas os suspeitos foram presos nesta quinta-feira (27). Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e, por isso, o g1 não obteve contato com a defesa para um posicionamento. Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO) informou que a investigada não possui inscrição nos quadros da seccional de Goiás.
Por outro lado, a OAB acrescentou que foi notificada e que o caso será encaminhado para análise do Tribunal de Ética e Disciplina (veja a nota completa ao final da reportagem).
O biomédico e empresário Aurélio Campos de Oliveira foi morto no dia 30 de abril, em Goiatuba Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Advogada é presa suspeita de mandar matar o marido por seguro de R$ 1 milhão Mulher é condenada a 22 anos de prisão por mandar matar o marido para ficar com seguro de vida dele, em São Simão Filhos são presos suspeitos de mandar matar fazendeiro para ficar com herança bilionária Advogada sedou o marido Segundo as investigações, a advogada teria prometido o pagamento de R$ 50 mil para os dois ex-clientes para executarem o crime.
Antes de ser morto, o biomédico recebeu uma substância de uso veterinário com propriedades sedativas para deixá-lo vulnerável. Na noite do crime, a advogada gravou o vídeo mostrando o marido deitado na cama e enviou para os outros suspeitos. Em seguida, a advogada deixou a residência com a filha adotiva do casal, sob a justificativa de levá-la ao hospital.
De acordo com a polícia, a saída após sedar o marido foi uma estratégia de se afastar do local no momento da execução do crime. Durante o período em que ela se dirigiu ao hospital, os dois ex-clientes entraram na residência e mataram Aurélio. Leia a íntegra da nota da OAB-GO "A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), por meio da Subseção de Goiatuba, informa que a profissional investigada não possui inscrição nos quadros da seccional goiana.
Ainda assim, a subseção foi devidamente notificada; e acompanha as diligências policiais com o objetivo de resguardar a estrita legalidade dos atos e assegurar as prerrogativas profissionais cabíveis. A Seccional esclarece ainda que o caso será formalmente encaminhado para análise do Tribunal de Ética e Disciplina (TED). A OAB-GO reitera seu compromisso com o devido processo legal e a observância irrestrita da conduta ética no exercício profissional".
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