Uma idosa de 67 anos diagnosticada com Alzheimer está desaparecida em Poços de Caldas (MG). Ana Maria de Freitas Henriqueta é procurada pela família e pelas polícias Civil e Militar desde a manhã de segunda-feira (19), quando desapareceu nas imediações de uma agência do Banco Itaú, na Rua Assis Figueiredo. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo familiares, Ana Maria sumiu por volta das 10h.

A neta dela, Débora do Couto, informou que a família realiza buscas desde então e divulga contatos para receber informações que possam ajudar a localizá-la. Em contato com a reportagem, o enteado da idosa relatou que estava com ela e com o marido dela na agência bancária na manhã do desaparecimento. De acordo com ele, os três entraram no banco e, quando o marido de Ana Maria foi chamado para atendimento, ele o acompanhou, enquanto a idosa permaneceu sentada.

Em poucos instantes, porém, Ana Maria deixou o local sem que os familiares percebessem. Duas imagens obtidas pela família mostram a passagem da idosa pela Rua Assis Figueiredo e pela Praça Pedro Sanches. Até o momento, ela não foi encontrada.

No dia do desaparecimento, Ana Maria vestia calça jeans preta e uma blusa de lã preta com mangas vermelhas. Familiares procuram por idosa com Alzheimer que desapareceu após sair de agência bancária em Poços de Caldas Reprodução EPTV Segundo a família, durante períodos de maior confusão causados pela doença, ela costuma se lembrar do próprio nome e, às vezes, afirma que deseja ir para Laranjeiras de Caldas, local onde viveu durante a infância.

Essa pode ser uma das poucas referências fornecidas por ela caso seja abordada. Os familiares pedem que, se alguém encontrá-la, não a deixe sozinha e acione imediatamente a Polícia Militar ou entre em contato com a família. Aumento de casos no Sul de MG O caso ocorre em um cenário de aumento nos registros de desaparecimento de idosos na região.

De acordo com informações apresentadas na reportagem, o número de pessoas com mais de 60 anos que desapareceram no Sul de Minas quase triplicou entre o ano passado e este ano. A geriatra Marina Barbosa da Costa explicou que os primeiros sinais do Alzheimer costumam estar relacionados à perda da memória recente, mas também podem incluir dificuldades para identificar tempo, espaço e situações de risco.

“Bom, a gente está relacionado sempre à perda de memória, uma memória mais recente, mas para a gente identificar também, tem a alteração da capacidade de identificar o tempo, o espaço, até questões de risco mesmo”, afirmou. Sobre as medidas recomendadas após a identificação dos sintomas, a médica destacou a importância da avaliação especializada.

Polícia Civil e familiares procuram idosa desaparecida em Poços de Caldas “O ideal é procurar um atendimento médico para ver se está relacionado mesmo a uma demência ou outras causas orgânicas, e até mesmo depois do diagnóstico, o acompanhamento das fases dessa doença”, disse. A especialista também orientou familiares a adotarem medidas de identificação, como pulseiras ou cartões com nome e contatos, além de manter uma rede de apoio formada por vizinhos e parentes para acompanhar pessoas com a doença.

“Talvez pulseiras ou cartões que possam identificar um contato familiar, o nome da pessoa, do idoso. E também orientação que essa pessoa tem essa condição, para que quando ela seja encontrada, que ela seja acolhida”, explicou. Marina Barbosa da Costa ressaltou ainda que o Alzheimer não tem cura, mas conta com tratamento e acompanhamento para reduzir impactos da doença e prevenir situações de risco.

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