A declaração foi postada na rede social do prefeito A punição mencionada é adotada em áreas sob o Estado Islâmico e pelo Hamas para casos de roubo, com a amputação da mão dos condenados, de acordo com a interpretação da Lei Islâmica. As penas por amputação no Irã implicam no corte de quatro dedos da mão direita, segundo o Código Penal iraniano. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que, se pudesse, encaminharia um projeto para cortar as mãos e os pés de pessoas que furtam fios elétricos de igrejas.
A declaração foi feita durante um evento da prefeitura com moradores da capital e publicada pelo prefeito em uma rede social, nesta quarta-feira (4). “Se eu pudesse decidir como presidente da República e o Congresso, eu mandava um projeto para cortar a mão e o pé de quem rouba fio de igreja. Não aprende.
Essa lei é muito impune. Como que um cara rouba fio de igreja, cara?”, disse. A punição mencionada é adotada em áreas sob domínio do Estado Islâmico e Hamas para casos de roubo.
Na região do Irã, as penas por amputação implicam no corte de quatro dedos da mão direita, conforme previsto no Código Penal iraniano. Ao justificar a declaração, Abilio afirmou que soube de um furto ocorrido na igreja católica onde participava do evento. Segundo ele, existe a necessidade de penas rígidas para quem comete esse tipo de crime.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Após a repercussão da fala nas redes, o prefeito reconheceu que a punição mencionada por ele seria exagerada e afirmou que não considera esse o caminho adequado, mas que existe a necessidade de punições para quem rouba dinheiro público ou privado.
"Foi um momento de indignação, e nesse momento de indignação, eu lembrei de como o estado islâmico, como o Hamas, como esse pessoal lida com essas coisas [...] essa medida de cortar a mão e o pé, claro que é exagerada, é óbvio que não é o caminho que nós devemos tomar. Mas tem que ter regras mais claras". O prefeito ainda declarou que existe uma onda de ataques contra igrejas, principalmente das denominações evangélicas e católicas.
“Agora, claro, eu tenho que dizer para você que o caminho não é esse de cortar a mão ou pé, claro que ali foi no momento da raiva, do exagero. O caminho que temos que deixar claro é que temos que ter uma punição para quem faz isso. Não dá para tolerar essa lei que deixa impune infrator”, afirmou.
Abilio Brunini (PL) Reprodução/ redes sociais
