Gerdau em Divinópolis encerra atividades ligadas à produção de aço Cristiano Dias/Tv Integração A Gerdau vai manter parte das atividades industriais em Divinópolis, mesmo após anunciar o encerramento de uma etapa do processo produtivo de aço e o desligamento de aproximadamente 278 trabalhadores.
O setor de laminação continuará funcionando, com cerca de 170 funcionários, segundo informou o superintendente do Ministério do Trabalho, Carlos Calazans, após reunião com representantes da empresa e dos sindicatos nesta terça-feira (3). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp O encontro, realizado no Poliesportivo, durou aproximadamente duas horas e 15 minutos.
Participaram representantes da direção da Gerdau de São Paulo, Belo Horizonte e da unidade local, além de representantes sindicais. A reunião teve como objetivo discutir os impactos da redução das atividades e as condições oferecidas aos trabalhadores que foram desligados. De acordo com Carlos Calazans, havia preocupação na região de que a empresa encerrasse completamente as operações na cidade, o que poderia resultar na demissão de todos os funcionários.
Durante as negociações, a direção da Gerdau confirmou que manterá o setor de laminação em funcionamento, preservando aproximadamente 170 postos de trabalho. "A empresa tem uma parte da produção e está desligando. Havia um grande temor da região toda de que a empresa ia fechar e demitir todos os trabalhadores.
Num acordo conosco, discutindo intensamente, a empresa decide fechar uma parte do processo industrial e vai manter toda a laminação, com aproximadamente 180 trabalhadores", afirmou o superintendente.
Leia mais: Gerdau anuncia fim da produção de aço na fábrica de Divinópolis Fim da produção de aço em Divinópolis pode afetar 2 mil empresas; comerciantes relatam prejuízos Agora no g1 Ministério do Trabalho espera recuperação da produção Durante a entrevista, Calazans afirmou que a empresa relatou dificuldades para competir com o mercado internacional, especialmente diante da concorrência de produtos importados.
Segundo ele, a expectativa é que a Gerdau consiga superar os problemas de competitividade, recuperar a produção e, futuramente, ampliar novamente o quadro de funcionários em Divinópolis. O superintendente disse que o Ministério do Trabalho pretende acompanhar a situação e trabalhar para que a empresa volte a contratar na cidade. "Eu espero que a empresa venha recuperar a produção, recuperar a competitividade, que eles reclamavam muito dos problemas diante da exportação internacional.
Espero que venham melhorar essa competitividade e readmitir", declarou. Calazans ressaltou que a manutenção de parte da operação representa a continuidade da presença industrial da Gerdau no município, embora em uma estrutura menor. Ele também destacou que o objetivo inicial do Ministério do Trabalho era tentar evitar qualquer demissão, com a manutenção de todos os postos de trabalho.
"Não é o melhor. O ideal é que a empresa continuasse produzindo, todos os trabalhadores trabalhando, que é o que nós desejamos", afirmou. Trabalhadores terão pacote de benefícios após negociação A reunião também resultou em um acordo sobre as condições de desligamento dos aproximadamente 278 funcionários.
Segundo Calazans, além das verbas rescisórias previstas em lei, todos receberão o equivalente a 3,5 salários nominais adicionais. Para aqueles que aderirem ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), haverá uma indenização complementar calculada conforme o tempo de serviço na empresa. Trabalhadores com até 14 anos e 11 meses de vínculo terão direito a mais seis salários.
A partir de 15 anos, o benefício será de sete salários, chegando a oito salários para quem completar 20 anos de empresa, com progressão a cada cinco anos. A negociação também prevê a manutenção do plano de saúde por seis meses, de forma indenizada, e condições específicas para funcionários próximos da aposentadoria. Parte dos funcionários poderá ser transferida Outra possibilidade discutida foi a transferência de trabalhadores para outras unidades da Gerdau, entre elas a de Ouro Branco, em Minas Gerais.
Conforme explicou Calazans, os funcionários que aceitarem a realocação terão 120 dias para avaliar a adaptação ao novo local de trabalho. Caso não se adaptem, poderão comunicar a empresa e receber o mesmo pacote de indenização previsto para os trabalhadores desligados em Divinópolis. A medida busca oferecer uma alternativa para quem deseja continuar na empresa, mas não pretende permanecer em outra cidade.
VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
