Reajuste do Bolsa Família foi possível após folga no orçamento, diz Wellington Dias O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou nesta sexta-feira (18), em Teresina, que o reajuste de 15,04% do Bolsa Família foi possível após uma folga no orçamento federal. O aumento, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta-feira (17), eleva o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro.
✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo o ministro, o reajuste já estava previsto na legislação aprovada em 2023, mas não havia sido aplicado antes por falta de recursos no orçamento. Ele afirmou que a equipe econômica identificou espaço fiscal para realizar a correção neste ano. “E veja que quando a gente foi tomar a decisão do reajuste, ela levou em conta a lei que criou o novo Bolsa Família.
Aprovada em junho de 2023. Naquela lei, já previa que, dois anos depois, estaria o presidente da República autorizado a realizar o reajuste, agora, no ano de 2026”, afirmou. Wellington Dias falou sobre o reajuste durante visita às obras dos residenciais Angelim I e Angelim II, na Zona Sul de Teresina Jonas Carvalho/Rede Clube Wellington Dias afirmou que a possibilidade de reajustar o benefício surgiu durante a revisão das contas do governo.
Segundo ele, uma economia gerada por medidas para reduzir a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) abriu espaço no orçamento para o aumento. “E agora, quando a gente prepara o relatório bimestral do último bimestre, a gente pôde perceber que, daquele plano que a gente fez para zerar a fila do INSS, havia uma sobra, uma sobra bem maior do que os R$ 5,8 bilhões que a gente precisava para este reajuste no ano de 2026”, explicou.
Segundo o governo federal, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026. A correção será aplicada aos diferentes benefícios que compõem o Bolsa Família. Valor mínimo passa para R$ 691 Com o reajuste de 15,04%, o valor mínimo do Bolsa Família passa de R$ 600 para R$ 691.
A atualização também aumenta os benefícios complementares pagos conforme a composição de cada família. O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família. O Benefício Primeira Infância sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança.
Já o Benefício Variável Familiar aumenta de R$ 50 para R$ 58 para cada pessoa que se enquadre nos critérios do programa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a correção considera a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro, conforme o calendário do Bolsa Família.
Ministro rebate críticas sobre ano eleitoral O anúncio do reajuste durante o período eleitoral gerou críticas da oposição. Questionado sobre a avaliação de que a medida teria caráter eleitoral, Wellington Dias negou essa interpretação. Segundo o ministro, o reajuste está previsto em lei desde 2023 e só foi implementado agora porque o governo identificou espaço no orçamento para custear a medida.
“Olha, eu lamento que traga para esse campo. Primeiro, é uma lei aprovada pelos próprios parlamentares que estão recorrendo. É uma lei aprovada pela Câmara e pelo Senado.
É nessa lei que foi colocada a autorização. É até mesmo uma obrigação. A lei, na verdade, obriga.
Tem a condição de cumprir a meta do orçamento, tem a obrigação de fazer o reajuste”, disse. A Lei nº 14.601, de 2023, que instituiu o atual modelo do Bolsa Família, autoriza a atualização periódica dos benefícios. Segundo o governo federal, o reajuste anunciado em setembro de 2026 corresponde à recomposição da inflação acumulada desde a última correção dos valores.
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