Aparelhos com lacres mal fechados por agentes da Polícia Civil de São Paulo Reprodução/Polícia Civil A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) negou nesta segunda-feira (14) que houve violação de lacres de 27 aparelhos apreendidos com investigados da operação Wi-Fi, da Polícia Civil, em 1° de junho deste ano.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme ‘Dark Horse’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a SSP, “os 27 dispositivos citados foram lacrados pela Polícia Civil nos locais das apreensões, na presença de testemunhas e encaminhados à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC)”.

Flávio Dino retira sigilo de investigação sobre produtora de Dark Horse A pasta afirma que o fato da perita ter negado fazer perícia nos aparelhos por conta da violação do plástico onde os dispositivos foram colocados é um protocolo da Polícia Científica do estado. “A recusa inicial dos dispositivos teve caráter preventivo e ocorreu durante a etapa de protocolo técnico do Instituto de Criminalística, responsável por verificar as condições de acondicionamento e lacração dos materiais”, afirmou.

LEIA TAMBÉM: Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de 'Dark Horse' Relatório da Polícia Civil de SP vê 'consistentes suspeitas' de desvio de recursos de contrato de wi-fi para 'Dark Horse' “Embora os lacres estivessem íntegros, algumas embalagens apresentavam pequenos espaços. Por isso, os materiais foram devolvidos para adequação. O procedimento foi documentado, os itens foram novamente lacrados e, posteriormente, recebidos pela perícia.

A medida demonstra o funcionamento dos mecanismos de controle adotados para garantir a integridade da prova”, declarou a secretaria gerida pelo delegado Oswaldo Nico Gonçalves. A gestão Tarcísio alega que “não houve acesso, extração ou manipulação dos dados, tampouco comprometimento da cadeia de custódia”. “A fotografia utilizada pela imprensa não retrata os objetos apreendidos na operação”, declarou.

Perícia de SP chamou atenção para dispositivos A perícia da Polícia Civil de São Paulo apontou que 27 dispositivos eletrônicos apreendidos por agentes durante operação contra produtora do filme "Dark Horse" em junho não foram lacrados corretamente e foram devolvidos para correta adequação. Posteriormente, os aparelhos foram lacrados e analisados pela perícia.

Os documentos anexados ao processo não apontam se a perícia da Polícia Civil analisou a integridade dos aparelhos e nem se eles foram violados em função das falhas nos lacres. (Leia mais abaixo). "As guias [...] apresentam vão suficiente para retirada da peça [pendrive] a ser periciada", afirmou a perita criminal Viviane Menezes.

O governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário da Segurança Pública Osvaldo Nico Gonçalves. Pablo Jacob /Governo do Estado de SP Segundo os documentos, foi constatado falha no lacre de 9 notebooks, 5 celulares e 13 pen drives. Os documentos fazem parte do inquérito da Polícia Civil de São Paulo compartilhado com a Polícia Federal por determinação de Dino.

O relatório se tornou público neste domingo (13) depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, retirou o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo. Os equipamentos foram apreendidos durante uma operação realizada no dia 1º de junho em residências e empresas relacionadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidida por Karina Ferreira da Gama.

Karina também é responsável pela empresa Go Up Entertainment, produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino retira sigilo de inquérito sobre Dark Horse A operação foi deflagrada por suspeita de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano para a instalação de wi-fi na cidade com o ICB.

A Polícia Civil de São Paulo investiga se parte desses recursos foi desviada para financiar a produção do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 👉 O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até a presente data, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço.

Em outro ofício, a mesma perita ainda afirma que, para os notebooks e aparelhos celulares apreendidos, o vão nos lacres era suficiente para que cabos de alimentação e transferência de dados passassem. "As guias [...] apresentam vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível a manipulação dos dados no interior do equipamento", disse. Os ofícios foram formalizados dia 3 de junho, dois dias após a operação realizada pela Polícia Civil.

Cinco dias depois, dia 8, os aparelhos foram enviados para a 2ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Crimes Contra a Administração Pública do Estado de São Paulo para "readequação dos invólucros". "Retornaram do Instituto de Criminalística os objetos anteriormente encaminhados para a realização de exames periciais, para readequação da lacração, a fim da preservação da cadeia de custódia", justificou o escrivão da Polícia Civil.

Após voltarem ao Instituto de Criminalística, os aparelhos ficaram até o dia 23 de julho à espera de análise, em função de "elevado volume de casos e à consequente fila de exames pendentes sob responsabilidade deste perito". Os documentos anexados ao processo não apontam se a perícia da Polícia Civil analisou a integridade dos aparelhos e nem se eles foram violados em função das falhas nos lacres. Apenas mostram que os dados foram extraídos e disponibilizados à delegacia que investiga o caso.

Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Reprodução/Redes Sociais Íntegra da nota da SSP: "A Secretaria da Segurança Pública esclarece que os 27 dispositivos citados foram lacrados pela Polícia Civil nos locais das apreensões, na presença de testemunhas e encaminhados à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC).

A recusa inicial dos dispositivos teve caráter preventivo e ocorreu durante a etapa de protocolo técnico do Instituto de Criminalística, responsável por verificar as condições de acondicionamento e lacração dos materiais. Embora os lacres estivessem íntegros, algumas embalagens apresentavam pequenos espaços. Por isso, os materiais foram devolvidos para adequação.

O procedimento foi documentado, os itens foram novamente lacrados e, posteriormente, recebidos pela perícia. A medida demonstra o funcionamento dos mecanismos de controle adotados para garantir a integridade da prova. Não houve acesso, extração ou manipulação dos dados, tampouco comprometimento da cadeia de custódia.

A fotografia utilizada pela imprensa não retrata os objetos apreendidos na operação".