Sadi: STF movimenta agenda Bolsonarista Enquanto as campanhas do 2 º turno das eleições seguem na rua, um movimento acontece nos bastidores: as movimentações da nova composição do Senado em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para a maioria dos novos eleitos, a principal bandeira de atuação no ano que vem é o funcionamento do STF e o impeachment de ministros. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que é coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), deu um giro no Supremo na última terça-feira (6).

Nos bastidores, ele tem conversado com ministros e, principalmente, com o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin. A Fachin, Marinho tem dito que não haverá uma vingança ou revanche por parte do novo Senado — que terá 19 cadeiras só para o PL, formando a maior bancada da Casa. Mesmo assim, o Supremo tem monitorado o cenário.

GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi Apesar das conversas com os ministros, Rogério Marinho não tem tido contato com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Moraes, na visão do campo conservador, é tido como o símbolo do anti-bolsonarismo. Com o novo Senado, que tem a maioria alinhada ao posicionamento do PL, os movimentos do ministro entram no radar da campanha de Flávio.

Integrantes do Judiciário ouvidos pelo blog dizem que nem todo bolsonarista é a favor do impeachment de ministros. Ainda assim, os parlamentares relatam que foram eleitos muito por conta dessa pauta e querem fazer jus às promessas de campanha. Um outro ponto determinante para a relação entre Supremo e Senado é a escolha do próximo presidente da casa legislativa, cuja eleição se dará em fevereiro do ano que vem.

O próprio Rogério Marinho tem sido um dos nomes mais cotados pelas fontes ouvidas pelo blog, e a expectativa é que ele saia na frente até mesmo de Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente do Senado. Ambas as campanhas presidenciais, de Flávio Bolsonaro e de Lula (PT), avaliam que Alcolumbre perde vantagem no atual cenário. Alcolumbre é ligado à ala de Moraes no Supremo, e uma troca no comando do Senado pode colocar ainda mais pressão sobre o ministro.

Um terceiro nome que corre pelos bastidores para liderar o Senado é o de Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara e recém-eleito ao Senado. Fontes ouvidas pelo blog dizem que ele poderia representar uma liderança de meio de caminho, que consiga equilibrar as forças. Uma coisa é unânime: neste novo Senado, ninguém vai conseguir fugir da pauta do Supremo.

Plenário do Senado Federal Jonas Pereira/Agência Senado