Fumaça e nível baixo dos rios mudam logística de envio de urnas em Parintins, no Amazonas Foto: Divulgação O envio de urnas eletrônicas e equipes para os locais de votação da zona rural de Parintins, no interior do Amazonas, começou neste sábado (24). A operação foi alterada em relação ao primeiro turno devido à estiagem e à fumaça que atingem a região. No primeiro turno, o envio começou no fim da tarde de sexta-feira.

Desta vez, a operação foi realizada ao longo deste sábado porque o nível baixo do rio e a fumaça prejudicaram a navegação. As equipes começaram a trabalhar ainda durante a madrugada. Segundo o Cartório da 4ª Zona Eleitoral de Parintins, o município tem 69 locais de votação, sendo 40 na zona rural e 29 na área urbana.

📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Os colaboradores da Justiça Eleitoral que atuam em Parintins foram orientados a usar máscaras para reduzir os riscos à saúde provocados pela fumaça, principalmente durante os trabalhos na zona rural. Os colaboradores da Justiça Eleitoral que atuam em Parintins. Divulgação "Nós alteramos o dia de transporte das urnas para a zona rural.

Mudamos para que as embarcações tenham uma visão melhor do rio que baixou bastante.

Então, por questões de segurança, os mesários, as urnas e a seguranças saem no sábado", disse o chefe do cartório da 4ª zona, Antonio Mariano Qualidade do ar em Parintins Ainda durante a manhã deste sábado (24), a qualidade do ar segue péssima no município, onde a concentração de poluentes chegou a 193 microgramas por metro cúbico, segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A plataforma monitora a concentração de partículas finas suspensas no ar.

Essas partículas estão presentes na fumaça das queimadas e podem penetrar profundamente nos pulmões.. Moradores que saem às ruas relatam os efeitos da fumaça, como cheiro forte, ardência nos olhos e garganta seca. A situação ocorre após uma noite de intensa presença de fumaça na cidade.

Um dos principais pontos turísticos de Parintins, a Catedral de Nossa Senhora do Carmo ficou encoberta pela fumaça na noite anterior. Durante o período, a visibilidade era tão baixa que quem passava pelo local conseguia enxergar apenas os pontos mais iluminados da igreja, como a imagem da santa no alto da torre. Na manhã deste sábado, a catedral já podia ser vista com mais clareza.

Apesar disso, a fumaça continuava presente em diferentes áreas da cidade, prejudicando a visibilidade nas ruas e nos bairros. Em Parintins, a concentração de partículas poluentes no ar chegou a 730 µg/m³ durante a madrugada deste sábado (24). Na Vila Amazônia, o índice atingiu 600 µg/m³.

A fumaça encobriu áreas urbanas e rurais do município. Moradores registraram imagens da nuvem sobre a cidade. Veja o vídeo abaixo Imagens mostram fumaça cobrindo Vila Amazônia, em Parintins Parintins enfrenta diversos focos de incêndio florestal, inclusive nas proximidades de municípios do Pará, como Juruti.

De acordo com o Painel do Fogo, um dos maiores eventos registrados na região estava ativo havia 19 dias e tinha uma área de influência de 1.872,24 hectares.