O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, decidiu formalizar sua saída do cargo, em ofício encaminhado hoje ao presidente da Corte, Vital do Rêgo Filho. A vaga de Bruno Dantas é da cota de indicação do Senado Federal. Com isso, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, vai articular a indicação para o lugar de Dantas o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Alcolumbre defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para o Supremo Tribunal Federal na vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luiz Roberto Barroso. O presidente Lula, porém, decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, nome que acabou sendo derrotado em votação no Senado. A partir daí, Lula rompeu com Alcolumbre, por avaliar que o presidente do Senado trabalhou pela rejeição do seu indicado.
Agora, em agosto, Alcolumbre se reaproximou do presidente Lula, e eles se reconciliaram. O petista conta com a ajuda do presidente do Senado para votar propostas prioritárias do governo neste ano eleitoral, como as PECs do Fim da Escala 6 x 1 e da Segurança Pública, além da medida provisória do fim da taxa das blusinhas. Segundo interlocutores de Alcolumbre, ele estava esperando apenas a formalização da decisão de Bruno Dantas para articular a ida de Rodrigo Pacheco para o TCU.
Pacheco desistiu de se candidatar a qualquer cargo eleitoral neste ano. Ele chegou a ser cogitado pelo presidente Lula para ser o candidato ao governo de Minas Gerais, mas não aceitou. Em seu ofício, o ministro Bruno Dantas diz que tomou sua decisão de reunciar em "caráter irretratável", solicitando que a sua exoneração passe a contar a partir de 9 de setembro.
Bruno Dantas chegou ao TCU pela indicação do MDB do Senado. Dantas diz que a decisão é "pessoal e voluntária, amadurecida ao longo dos últimos meses".
