Sessão no Conselho de Segurança da ONU que votou e rejeitou resolução permitindo uso da força no Estreito de Ormuz, em 7 de abril de 2026. Jeenah Moon/ Reuters A possibilidade de uma nova guerra mundial se tornou a principal preocupação entre especialistas em riscos globais, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta terça-feira (15). O tema subiu 16 posições em relação a 2024, a maior alta entre os 28 riscos analisados.
A pesquisa ouviu 1.300 pessoas de governos, organizações internacionais, empresas, universidades e organizações da sociedade civil. Os participantes avaliaram ameaças políticas, econômicas, ambientais, sociais e tecnológicas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Para 36% dos entrevistados, um conflito em larga escala poderia afetar uma parcela significativa da humanidade em até um ano.
O porcentual sobe para 76% quando o prazo considerado é de sete anos. Terceira guerra mundial vai ao topo dos riscos A guerra foi o único risco a aparecer entre os seis primeiros em todos os critérios avaliados. O estudo considerou a importância de cada ameaça, a proximidade de seus efeitos, a relação com outros riscos e o nível de preparo das instituições para enfrentá-la.
O cenário mudou em relação a 2024. Naquele ano, ameaças ambientais, desinformação e pandemias estavam entre as principais preocupações. Agora, tensões geopolíticas, conlitos e o enfraquecimento do Estado de Direito ocupam posição central.
Ameaça cresce em todas as regiões A mudança aparece em todas as sete regiões analisadas pela ONU. A guerra em larga escala e as tensões geopolíticas estão entre os dez principais riscos em todas elas e entre os cinco primeiros em seis regiões. Há dois anos, os dois riscos estavam entre os cinco primeiros em apenas uma região.
Outras ameaças também ganharam destaque: Armas de destruição em massa entraram entre os dez principais riscos na Ásia Central e Meridional, na África Subsaariana e na Oceania. Na Ásia Oriental e no Sudeste Asiático, cresceram as preocupações com uma possível crise financeira global, os efeitos da inteligência artificial e o poder das empresas de tecnologia. Agora no g1 A inteligência artificial aparece como uma preocupação crescente em outras partes do mundo.
Riscos ligados à tecnologia entraram entre os dez principais na Europa e na América do Norte. Ao mesmo tempo, o relatório aponta que o sistema multilateral é considerado pouco preparado para lidar com ameaças tecnológicas. As mudanças climáticas continuam entre os principais riscos.
A falta de ação contra o aquecimento global foi apontada como a ameaça mais importante no conjunto da pesquisa. Já pandemias e riscos biológicos deixaram de aparecer entre os dez primeiros em todas as regiões. O relatório não é uma previsão.
Segundo a ONU, ele representa a percepção dos especialistas sobre os riscos atuais. A maioria dos entrevistados considera a cooperação entre governos a medida mais eficaz para prevenir crises. Para 86%, porém, os recursos destinados à redução de riscos são insuficientes.
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