Investigados por esquema de jogos de azar: Adrielly Vivianny Araújo de Jesus e o marido Dione dos Santos da Silva, Raniely Silva Carvalho, Patrik Adhan dos Santos Ribeiro, Amanda Lourenço Faria, Laís Ramos Gomes da Silva, Victoria Paixão Barros, Vitória Reis da Silva, Juliana Lima do Nascimento e Gildázio Sobrinho Santos Cardoso.

Reprodução Nove influenciadores digitais e um empresário foram denunciados à Justiça, nesta sexta-feira (4), por integrarem um esquema de divulgação de plataformas clandestinas de jogos de azar como o tigrinho, em Roraima. Juntos, eles receberam R$ 67,5 milhões em quase dois anos, segundo o Ministério Público do estado.

Os denunciados são: Adrielly Vivianny Araújo de Jesus — influenciadora Dione dos Santos da Silva — empresário, marido de Adrielly Raniely Silva Carvalho — influenciadora Patrik Adhan dos Santos Ribeiro — influenciadora Amanda Lourenço Faria — influenciadora Laís Ramos Gomes da Silva — influenciadora Victoria Paixão Barros — influenciadora Vitória Reis da Silva — influenciadora Juliana Lima do Nascimento — influenciadora Gildázio Sobrinho Santos Cardoso — influenciadora Eles foram denunciados pelos crimes de exploração de jogos de azar, afirmação falsa ou enganosa sobre produtos ou serviços, indução do consumidor a erro, crimes contra a economia popular, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Três deles também foram denunciados por estelionato. Em nota, a defesa de Raniely disse que "as acusações não correspondem à realidade". Já a defesa dos investigados Adrielly, Dione e Patrick informou que "se pronunciará nos autos e não adiantará qualquer estratégia técnica", enquanto a de Gildázio negou os crimes atribuídos a ele e disse que "confia que terá assegurados o contraditório" (leia as notas na íntegra abaixo).

A defesa das investigadas Victoria e Vitória também foi procurada, mas não enviou resposta até a última atualização. A reportagem tenta localizar os demais. Contas simulavam ganhos Segundo o MP, o esquema fraudulento funcionava por meio da divulgação de plataformas clandestinas de jogos de azar nas redes sociais.

Os influenciadores publicavam stories, reels e vídeos com links personalizados e exibiam supostos ganhos, veículos, imóveis, viagens e outros bens para atrair seguidores com a promessa de lucro fácil. Os seguidores eram direcionados às plataformas para realizar cadastros e depósitos, enquanto os divulgadores recebiam comissões pela captação de novos apostadores. Além disso, usavam contas de demonstração fornecidas pelas plataformas para simular ganhos expressivos e irreais.

Após os depósitos, os usuários visualizavam supostos lucros e eram incentivados a continuar apostando. Ao tentar sacar quantias maiores, no entanto, enfrentavam bloqueios ou negativas para a retirada dos valores.

A associação criminosa era estruturada em três núcleos interligados: Operacional e Empresarial reunia responsáveis pela administração das plataformas clandestinas, operadores financeiros e intermediadoras de pagamento; Operacional e empresarial reunia responsáveis pela administração das plataformas clandestinas, operadores financeiros e intermediadoras de pagamento; a seria responsável por ocultar e dissimular a origem e a propriedade dos recursos obtidos com o esquema.

O promotor de Justiça autor da denúncia, Carlos Alberto Melotto, explica que a lavagem de dinheiro ocorria por meio da movimentação dos recursos em diferentes instituições financeiras, contas pessoais e jurídicas, além de transferências entre os denunciados e terceiros. Os valores conseguidos com as plataformas também eram incorporados ao patrimônio por meio da aquisição de veículos, imóveis, viagens, procedimentos estéticos e outros bens de alto valor.

"Estamos falando de um esquema que explora a confiança das pessoas e a expectativa de obter ganhos financeiros, causando prejuízos que podem comprometer a renda e o patrimônio das vítimas. A atuação do Ministério Público busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos e impedir que estruturas como essa continuem utilizando as redes sociais para alcançar novos consumidores”, destacou.

Na denúncia, feita pela Promotoria de Justiça Especializada em Organização Criminosa e Lavagem de Capitais, o MP pediu que três vítimas sejam indenizadas. 'Influencers do tigrinho' alvos da Polícia Civil ostentavam vida de luxo em Roraima *Esta reportagem está em atualização