Homem que diz ter matado 80 pessoas participou de furto de armas usadas contra Lampião, na Paraíba Polícia Militar da Paraíba O homem identificado como Jorlan Lopes da Silva, preso usando um vestido e utilizando uma peruca e trajes femininos, e que afirmou ter matado 80 pessoas, participou de um roubo de armas que foram utilizadas por "volantes" para combater o grupo de cangaceiros de chefiado por Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como "Lampião". As informações foram divulgadas pela Polícia Civil da Paraíba.

🔍 "Volantes" eram forças policiais móveis organizadas por estados nordestinos, especialmente entre 1910 e 1930, para perseguir grupos de cangaceiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a corporação, as armas haviam sido roubadas de uma fazenda no município de Capim, no Litoral Norte do estado, em 7 de setembro, onde eram guardadas pelo proprietário em um baú enterrado na propriedade.

Após o roubo, houve um registro do boletim de ocorrência na Central de Polícia Civil de Mamanguape, também no Litoral Norte paraibano. As investigações resultaram na identificação de um trabalhador rural que prestava serviços ao proprietário da fazenda e que é apontado como participante do crime. Conforme as investigações, esse homem havia indicado aos autores do furto a existência e a localização das armas.

A polícia encontrou ainda que esse homem que prestou apoio ao roubo tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio. Ele também foi preso. A Polícia Civil informou que identificou ainda, além do preso em cumprimento de mandato e Jorlan Lopes, dois dos autores do furto.

Também foi encontrada a localização das armas. Foram apreendidos três rifles calibre .44 winchester, uma espingarda calibre 12 e uma arma de pressão por ação de mola. Um dos homens presos, de 45 anos, foi autuado pelos crimes de receptação e pelas infrações tipificadas no Estatuto do Desarmamento.

Adolescente apontado como "braço direito" foi preso Um adolescente de 17 anos suspeito de nove assassinatos na região do Vale do Mamanguape, na Paraíba, foi apreendido nesta sexta-feira (18), na cidade de Cabedelo, no Litoral do estado. A Polícia Civil apontou que ele é considerado "braço direito" de Jorlan Lopes da Silva, homem preso com vestido e peruca, e que disse ter matado 80 pessoas.

De acordo com a Polícia Civil, o adolescente é suspeito de ter matado um outro jovem, na cidade de Mamanguape, no último dia 12, durante a concentração de um evento político. O crime aconteceu na Praça da Juventude. Naquela data, havia uma aglomeração de pessoas para um evento em que o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), participaria junto do prefeito da cidade, Joaquim Fernandes (PSB).

A Policia Civil informou que o crime tenha relação com disputa de facções criminosas na região e não foi relacionado com questões políticas. A prisão desta sexta-feira (18) foi feita durante uma operação em conjunto também com a Polícia Militar. LEIA TAMBÉM: Preso de peruca, primeiro crime aos 13 anos: o que se sabe sobre o caso Homem diz ter matado 80 pessoas A fuga de Jorlan terminou em Mulungu, no domingo (13).

O suspeito havia passado anteriormente por policiais usando vestido, peruca, sandália feminina, óculos escuros e unhas pintadas. Conforme o relato apresentado pelo delegado, Jorlan teria retornado à residência onde estava, pegado um revólver e deixado a criança. Na saída, porém, o vestido teria ficado deslocado e uma tatuagem permitiu que os policiais identificassem o suspeito.

Durante o depoimento após a prisão em Mulungu, Jorlan afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida. A Polícia Civil está confrontando as informações fornecidas por ele com investigações, provas técnicas e registros de homicídios. “É um número muito expressivo.

Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia. A Polícia Civil ainda não informou como a criança foi parar com o suspeito nem se recebeu atendimento médico após ser localizada até a publicação desta matéria. A criança não era parente dele.

Ele foi preso após cerca de 48 horas de operação. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Durante a mesma operação, outros dois homens, também suspeitos de envolvimento em diversos crimes na região, foram presos em uma abordagem realizada pelas forças de segurança no município de Mulungu, na Paraíba.

Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, que também participou da operação, os três suspeitos teriam ligação com a mesma facção criminosa, que possui atuação na região. Jorlan foi encaminhado para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, após passar por audiência de custódia, conforme informou o delegado Douglas Garcia. Agora no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba