Relacionar fenômenos ambientais aos conceitos de Biologia ajuda a desenvolver a interpretação de situações-problema. Imagem gerada por Inteligência Artificial Relacionar os conteúdos de Biologia a situações do cotidiano é uma das orientações do professor Lucas Andrade, do Colégio Nacional, para a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026.
Diante de uma lista que reúne temas como genética, evolução, fisiologia e microbiologia, a recomendação é organizar a revisão e compreender como os conceitos se conectam, com atenção à Ecologia. Um levantamento Grupo Arco Educação, que analisou 536 questões de Biologia do Enem entre 2009 e 2024, identificou desequilíbrio em ecossistemas como o tema individual mais frequente: foram 62 questões, equivalentes a 11,57% do conjunto. Na sequência, apareceram viroses, com 23 questões, e DNA, com 22.
O resultado ajuda a estabelecer prioridades, mas não deve ser tratado como uma previsão da prova de 2026. Para Lucas, a preparação precisa desenvolver a capacidade de interpretar fenômenos ambientais e mobilizar diferentes conhecimentos para explicá-los. Entenda as relações entre os conteúdos Uma questão sobre um problema ambiental pode exigir, ao mesmo tempo, conhecimentos sobre populações, relações ecológicas, cadeias alimentares, ciclos da matéria e impactos das atividades humanas.
Por isso, saber a definição de um conceito é apenas o ponto de partida. Use situações do cotidiano para estudar Desmatamento, queimadas, mudanças climáticas, poluição, espécies invasoras, produção agrícola e disponibilidade de água estão entre os exemplos que podem servir de ponto de partida para revisar Ecologia. Segundo o professor, observar esses temas ajuda a compreender como o conhecimento científico se aplica a situações concretas.
Ao revisar cadeias e teias alimentares, por exemplo, o estudante deve analisar como o aumento, a redução ou o desaparecimento de uma população pode repercutir nas demais. Já o estudo dos ciclos biogeoquímicos permite relacionar a circulação da matéria às atividades humanas e às alterações dos ecossistemas.
O que priorizar na revisão de Ecologia Lucas destaca seis pontos para organizar os estudos: Desequilíbrios ambientais: Compreender como alterações naturais ou provocadas por atividades humanas podem modificar o funcionamento dos ecossistemas. Relações ecológicas: Entender as interações entre organismos e as consequências dessas relações para as populações.
Cadeias e teias alimentares: Compreender o fluxo de energia e a transferência de matéria nas relações alimentares e analisar os efeitos da alteração de uma população. Ciclos biogeoquímicos: Relacionar água, carbono, nitrogênio e outros elementos ao funcionamento dos ecossistemas e à ação humana. Biodiversidade e conservação: Relacionar perda de espécies, fragmentação de habitats, espécies invasoras e estratégias de conservação.
Impactos ambientais: Interpretar consequências de poluição, desmatamento, queimadas, mudanças climáticas e outras intervenções humanas. Transforme a revisão em um exercício de interpretação Para o professor, a revisão ganha sentido quando o estudante usa os conceitos para explicar situações novas. Ao estudar uma relação ecológica, vale pensar no que pode acontecer com as populações envolvidas se uma delas aumentar ou diminuir.
Ao revisar um ciclo, a pergunta pode ser como determinada atividade humana interfere em seu funcionamento. “Eu costumo dizer aos meus alunos que estudar Biologia para o ENEM é aprender a enxergar Biologia no mundo. Quando eles conseguem olhar para uma notícia, para um problema ambiental ou para uma situação cotidiana e identificar os processos biológicos envolvidos, o conhecimento deixa de ser apenas algo para a prova e passa a fazer sentido”, afirma Lucas Andrade.
