Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes Reprodução Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri, nesta terça-feira (20), pela morte de Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, em Cuiabá. A pena foi fixada em 31 anos e três dias de prisão em regime fechado inicialmente. O julgamento reuniu depoimentos de testemunhas e do próprio réu.

Jackson irá responder pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Ele está preso no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas e foi representado pela Defensoria Pública do estado. O julgamento foi presidido pela juíza titular da 1ª Vara Criminal, Mônica Perri.

Durante a sessão, quatro pessoas foram ouvidas, entre elas um investigador e três familiares da vítima. Jackson também prestou depoimento e confessou o crime. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização correspondente a 50 salários-mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima por reparação pelos danos causados.

Um dos investigadores relatou que o réu ficou nervoso durante os questionamentos e confessou o assassinato. Segundo o depoimento, Jackson contou que Nilza estava deitada quando foi atacada por trás e enforcada com um dispositivo conhecido como “enforca-gato”. Ainda conforme o relato, após matar a vítima, ele colocou o corpo em um carro e planejou enterrá-lo no imóvel.

O investigador também afirmou que Jackson chegou a preparar o buraco usado para esconder o corpo. Relembre o caso Suspeito de matar a própria esposa e esconder o corpo no quintal de casa foi preso em Cuia O corpo de Nilza foi encontrado enterrado em um buraco de cerca de dois metros de profundidade, nos fundos de uma casa. Segundo a investigação, o casal não morava no local, mas a vítima era a proprietária do imóvel.

De acordo com a polícia, a área havia sido escavada anteriormente com o uso de uma retroescavadeira contratada pelo próprio suspeito. Depois, ele voltou a chamar o equipamento para cobrir e nivelar o terreno. De acordo com o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi premeditado.

“Ele mesmo disse que alugou uma máquina retroescavadeira com o argumento de fazer um poço. Depois que ele jogou a terra por cima do corpo, ele chamou novamente o maquinário para nivelar o terreno. Isso foi confirmado pelas pessoas que prestaram o serviço”, afirmou o delegado.