Porta-voz do Corpo de Bombeiros fala sobre desabamento no Brás, Centro de SP O desabamento que atingiu um comércio na noite desta sexta-feira (6), no Brás, região central de São Paulo, ocorreu na área do mezanino do prédio, segundo a Capitã Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo. No momento do acidente, trabalhadores descarregavam tecidos no imóvel. Uma câmera de segurança registrou o momento do desabamento.
As imagens mostram uma movimentação intensa de trabalhadores no prédio e, em seguida, uma correria. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 18h38. A informação preliminar recebida pelas equipes era de que havia 35 funcionários no interior do estabelecimento; 27 pessoas foram retiradas pelas equipes de resgate, e as s demais conseguiram sair antes da chegada dos bombeiros.
Entre as pessoas retiradas pelos bombeiros, havia duas mulheres. Quatro pessoas foram socorridas e levadas para a UPA da Mooca em estado estável, mas com escoriações e lesões nos braços e nas pernas. "Teve um desabamento da parte do mezanino.
É uma área total de aproximadamente 900 metros quadrados, foi uma aferição por mapa que a gente fez", afirmou a capitã. No entanto, ela destacou que ainda não era possível afirmar a dimensão exata da área atingida nem o que motivou o desabamento. Buscas por vítimas Mesmo sem a informação de pessoas desaparecidas, cães do Corpo de Bombeiros foram usados para fazer buscas na área que sofreu o colapso.
Segundo Karoline, a proprietária da loja estava no local e informou aos bombeiros que havia 35 funcionários no estabelecimento. "Não tem nenhuma pessoa faltante. Então, nós estamos passando o cão por desencargo de consciência para a gente zerar, para a gente não ter dúvidas de que não tem vítimas no interior desse estabelecimento", afirmou.
Para a porta-voz, o fato de não haver vítimas mortes foi uma "grata surpresa": O fato de não ter vítimas até o presente momento é uma surpresa, uma grata surpresa, graças a Deus. A gente espera que termine dessa forma a ocorrência, sem vítimas fatais, mas os trabalhos continuarão até que a gente descarte totalmente a ideia de vidas lá dentro desse estabelecimento. Causas ainda serão investigadas As causas do desabamento ainda não foram informadas.
A capitã afirmou que a perícia será responsável por determinar o que provocou o colapso estrutural. Questionada se o peso dos tecidos poderia ter contribuído para o acidente, ela disse que essa análise não fazia parte do trabalho dos bombeiros naquele momento. "A perícia fará todo o trabalho minucioso do porquê colapsou, quais são os motivos, se estava ou não [com] peso excedido.
Isso não é uma preocupação do Corpo de Bombeiros neste momento, e sim buscar por vidas", afirmou. A corporação também ainda verificava se o estabelecimento possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A Defesa Civil também foi acionada.
Um engenheiro passou a analisar o local para verificar se havia risco para estruturas vizinhas. De acordo com Karoline, os prédios próximos poderiam ser interditados caso fosse identificado risco de colapso. Até aquele momento, porém, os imóveis estavam isolados por segurança durante o atendimento da ocorrência, mas não havia informação de que estivessem impedidos de ser frequentados.
Os quatro socorridos tiveram escoriações e lesões nos membros, segundo a porta-voz, e não corriam risco de morte. 'Minha alma saiu e voltou pro corpo' ‘Alma saiu e voltou pro corpo’: vítimas de desabamento em SP falam sobre acidente Pessoas que estavam dentro do prédio de quatro andares que desabou na noite desta sexta-feira (6), no Brás, região central de São Paulo, relataram o desespero para conseguir escapar do imóvel.
Um dos trabalhadores afirmou que cerca de 30 colegas estavam com ele no momento do acidente e que o grupo precisou sair pelo telhado, por cima dos destroços. As causas do desabamento ainda não foram informadas. "Foi apavorante, amigo.
Foi um milagre de Deus. Tinha umas 30 pessoas lá dentro. Ficamos todos presos lá dentro.
A minha alma saiu e voltou pro corpo de novo. Foi triste", afirmou Vando de Jesus Bispo, que trabalha há seis anos com carregamento de tecidos. Segundo ele, as pessoas que estavam no imóvel se ajudaram para conseguir escapar, e três amigos ficaram feridos com mais gravidade.
Uma das vítimas foi o carregador Wesley Aureliano, que ficou com hematomas nas costas (foto abaixo). Vando afirmou que havia muita mercadoria dentro do imóvel e, ao ser questionado sobre o que poderia ter causado o desabamento, ele apontou o excesso de peso. Felipe, outra vítima do acidente, disse que estava no último andar quando a estrutura começou a desmoronar.
Segundo ele, havia acabado de deixar tecidos no local. Wesley Aureliano, vítima de desabamento no Brás nesta sexta (6) Abraão Cruz/TV Globo; e Reprodução "Como eu consegui sair? Sendo astuto.
Se o cara não for mais louco que um louco no meio de tudo aquilo desmoronando em cima de você, o cara ia ficar por lá mesmo. Se eu não saio empurrando o que tá na minha frente, eu ia morrer lá", disse. Rosilene Oliveira estava sentada do lado de fora da loja quando o prédio desabou.
"Eu estava sentada lá e meu marido tinha acabado de entrar quando aconteceu. Foi de repente", relatou. Imagens registradas pelo Globocop mostram que a parte de trás do prédio ficou completamente destruída, enquanto a estrutura de vidro da fachada permaneceu de pé.
Prédio desaba no Brás, Centro de SP, e deixa feridos Uma vizinha do imóvel, Claudneia, contou que ouviu o barulho do desabamento e saiu para acompanhar o trabalho dos bombeiros. Ela afirmou ter visto pessoas sendo retiradas com vida. "Por volta das 18h30, a minha filha gritou 'mãe, um caminhão bateu aqui na rua'.
Aí eu falei 'não, filha, não tem caminhão aqui'. Aí ela olhou e já tinha bastante fumaça. Ela disse 'mãe, não foi um caminhão, a loja caiu'", contou.
Felipe estava no prédio no momento do desabamento Abraão Cruz/TV Globo Feridos nas lonas Reprodução/TV Globo Os bombeiros estenderam quatro lonas de cores diferentes — verde, amarela, vermelha e preta. Mas por que essas lonas coloridas foram estendidas? Porque o Método START, usado em catástrofes, foi acionado.
Isso acontece quando o número de socorristas é inferior ao número de vítimas. O objetivo é fazer uma triagem das vítimas pela gravidade dos ferimentos para priorizar o atendimento aos pacientes que têm mais chances de sobreviver com o tratamento disponível. START (do Inglês Simple Triage and Rapid Treatment, ou Triagem Simples e Tratamento Rápido).
O método avalia quatro pontos-chave para determinar a prioridade, com base em um conjunto de critérios simples e rápidos, que deve ser aplicado em cerca de 30 a 60 segundos por vítima. Triagem rápida: os socorristas avaliam rapidamente os pacientes e os categorizam por cores para que o atendimento seja priorizado. Avaliação da capacidade: Respiração: Se a vítima não respira, abre-se a via aérea.
Se a respiração voltar, a vítima é classificada como vermelha. Se continuar sem respirar, é considerada preta/cinza. Perfusão: Se a respiração estiver normal, avalia-se a perfusão periférica (como o sangue está circulando nas extremidades do corpo).
Se for normal (inferior a 2 segundos), a vítima pode ser considerada cor amarela. Consciência: Se a vítima estiver em respiração normal e com perfusão normal, avalia-se o nível de consciência. Se conseguir seguir ordens simples, pode ser classificada como amarela.
Mobilidade: O socorrista pergunta se a vítima consegue andar. Se sim, é verde. Se não, é avaliada novamente quanto à respiração e perfusão.
Cores de triagem 🟩 Verde: Ferimentos leves, que podem andar e ajudar outros. 🟨 Amarelo: Podem aguardar (ferimentos moderados). 🟥 Vermelho: Atendimento imediato (ferimentos graves com risco de vida, mas com chance de sobrevida).
⬛ Preto/Cinza: Falecidos ou com pouca chance de sobrevivência. A CET bloqueou ruas no entorno do acidente: Rua Maria Joaquina Bloqueio entre as ruas Joli e Mendes Júnior, Rua Xavantes com a Rua Mendes Jr., Rua Oriente com a Rua Xavantes. Prédio de quatro andares desaba no Brás Prédio de 4 andares desaba e deixa feridos no Brás, em SP Prédio desaba no Brás Arquivo pessoal
