Mãe confessa assassinato de filhos de 1 e 5 anos em Itambaracá Franciele Gawleta, mãe das crianças encontradas mortas em um carro abandonado em uma ponte entre Bandeirantes e Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná, disse ter cometido os assassinatos em outra cidade, mas as deixou naquele local para que familiares pudessem recolher os corpos. A informação é do delegado Denner Roque, da Polícia Civil (PC-PR).

A defesa da suspeita, representada pela advogada Nádia Guaita Calixto Alves, disse que "os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas". Confira a nota completa abaixo. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Roque explicou que, até o momento, a investigação mostrou que Franciele sufocou e matou os filhos — um menino de 5 anos e a menina de 1 ano — em Arapongas, onde viviam.

Depois, dirigiu por aproximadamente 145 quilômetros com os corpos das vítimas dentro do carro até estacionar próximo à ponte e deixá-los no veículo. Corpos das crianças estavam dentro de carro abandonado em ponte. Cléverson Rodrigues As crianças foram localizadas nesta quarta-feira (4), mesmo dia em que ela foi presa em flagrante após ser vista perto de um pesqueiro.

"Ela [Franciele] quis conversar, e eles [policiais militares] fizeram um vídeo. Ali, ela narrou que tinha realmente, de forma mais evasiva, disse que teria tirado a vida dos filhos em Arapongas. Depois trouxe para cá, onde ela teria os familiares que poderiam fazer a retirada dessas crianças", o delegdo disse.

Antes de ser presa, Franciele também enviou áudios a um familiar dizendo que havia deixado o carro aberto. "Então eu deixei aberto. Tá bom?

Aí você manda alguém vir. Vem socorrer eles [crianças] aqui", falou na gravação. INFOGRÁFICO: rota feita pela mãe que confessou ter assassinado os filhos, no Paraná.

Arte g1 Leia também: 'Recebemos e acordamos no outro dia sem nada do dinheiro', diz mulher que teve valores bloqueados após quebra do Ueno Bank no Paraguai Investigação: Casal suspeito de matar americano desenvolvedor de jogos no Paraná é preso na Argentina Conheça membros: Equipes de transição de Sergio Moro e Ratinho Junior se encontram pela primeira vez no Paraná Pais disputavam a guarda das crianças Os pais estavam em uma disputa judicial pela guarda das crianças, de acordo com o delegado.

Atualmente, o pai mora em Itambaracá, enquanto a mãe mora em Arapongas, também na região Norte do estado. No entanto, ainda não há confirmação oficial de que o crime tenha sido motivado pela disputa judicial. "A motivação, até foi nossa principal vertente [de investigação], foi de uma tentativa de não permitir que o pai tivesse qualquer contato com essas crianças, vivas ou mortas", informou o delegado.

Os corpos das crianças foram encaminhados para a Polícia Científica. A Polícia Civil segue investigando o caso e apurando a causa das mortes. O que diz a defesa A defesa de Franciele informou que a suspeita colabora com as autoridades.

Confira: "A assessoria jurídica da acusada, FRANCIELE GAWLETA, vem, diante dos noticiários veiculados pela imprensa, esclarecer que os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas, com base na verdade real e nos elementos constantes dos autos. A Sra. Franciele tem total confiança nas instituições e no Poder Judiciário, bem como presta seu compromisso com a cooperação integral face às autoridades competentes.

Salientamos que precipitadas conclusões emitidos neste momento revelam-se prematuras, especulativas, temerárias e prejudiciais aos direitos fundamentais da personalidade e à garantia constitucional da presunção de inocência. Por fim, a defesa permanece à disposição da imprensa séria para prestar os esclarecimentos que forem cabíveis, dentro dos limites éticos da advocacia e do sigilo processual". VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.